
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO PARTOGRAMA: DO TRADICIONAL AO NOVO GUIA DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE
Relatoria:
Vitória Ribeiro dos Santos
Autores:
- Júlia de Souza Soares da Silva
- Vânia Teixeira de Carvalho
- Luana dos Santos Bispo
- Chalana Duarte de Sena Fraga
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O partograma consiste em uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto (TP), além de ser um sistema de alerta precoce para intercorrências. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) recomendam o uso do partograma para o acompanhamento do TP, com o objetivo de melhorar a qualidade da assistência ofertada, e assim, reduzir a mortalidade materna e fetal. Objetivo: Descrever a evolução histórica do Partograma através de uma revisão integrativa da literatura. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, utilizando as seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde e Pubmed. Foram utilizados os descritores em Ciências da Saúde: “Evolução Histórica”, “Partograma” e "Assistência ao Parto” e como operadores Booleanos OR e AND. Foram incluídos: artigos completos, nacionais e internacionais; publicados em português e inglês; no período de 2019 até 2024. Foram encontrados 28 artigos na Pubmed e 19 na Biblioteca Virtual de Saúde. Após a leitura de títulos, resumos e leitura aprofundada dos estudos, foram incluídos 5 artigos. Resultados: O partograma foi criado por Emanuel Friedman em 1954, após perceber uma relação entre a duração do TP, seus períodos (fase latente e ativa) e a dilatação cervical. Foi amplamente utilizado como modelo para registro e acompanhamento do TP. Com o surgimento de novos estudos, esse modelo passou por algumas adaptações, em 1972, Philpott e Castle adicionaram as linhas de alerta e ação, norteando o encaminhamento dos partos para uma intervenção. Apesar de seu uso por mais de 50 anos, de acordo com uma Revisão Sistemática com metanálise publicada em 2013, não é possível recomendar o uso rotineiro do partograma, pois não houve evidência de diferença entre usar ou não o partograma, dentro do modelo proposto até então, entre a frequência de cesariana, parto vaginal instrumental e índice de Apgar menor que sete no quinto minuto. Assim, em 2020 a OMS publicou o Labor Care Guide, um novo modelo de partograma, com objetivo de monitorizar o bem-estar materno-fetal através de avaliações regulares. Conclusões: O partograma passou por diversos ajustes ao longo dos anos a fim de se tornar uma importante tecnologia da assistência ao parto para garantir cuidados de qualidade baseados em evidências, com especial ênfase na garantia da segurança, evitando intervenções desnecessárias e prestando cuidados de suporte.