
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FATORES ASSOCIADOS À OCORRÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS EM PESSOAS IDOSAS DE ARARAS, SÃO PAULO
Relatoria:
Nataly Aracelia do Carmo
Autores:
- Caroline Silva Pereira
- Higor Matheus de Oliveira Bueno
- Márcia Thaís de Souza
- Giovana Inocencia Moroni Viola
- Tatiane Montelatto Marques
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
O índice de pessoas idosas tem aumentado de forma acelerada mundialmente e a longevidade traz consigo o possível desenvolvimento de transtornos mentais, como a depressão, uma vez que lidam com as mudanças hormonais, físicas e emocionais. O objetivo do estudo é identificar a presença de sintomas depressivos e sua associação com sexo e a função cognitiva da pessoa idosa residente de Araras/São Paulo. Estudo analítico e quantitativo, com aplicação do questionário de caracterização sociodemográfica, Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e Escala de Depressão Geriátrica através de entrevista individual feita a partir do Google Formulários®. Amostra de 161 idosos, residentes em Araras/SP, com idade igual ou superior a 60 anos e que obtiveram minimamente 17 pontos no Mini Exame de Estado Mental. Os resultados foram analisados descritiva e inferencialmente com o Qui-Quadrado de Pearson (p-valor<0,05) pelo software SPSS (versão 23.0). Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer 4.393.230. Dos respondentes, 85 (52,8%) são do sexo masculino e 84 (52,2%) considerados idosos jovens (60-69) Ao estado cognitivo, observou-se que 47 (29,2%) apresentaram cognição preservada, enquanto o déficit cognitivo presente foi expresso em 114 (70,8%). No que se refere a sintomas depressivos, notou-se que 130 (80,7%) não possuem estes sintomas, e entre os que apresentam, 23 (14,3%) são mulheres e apenas 08 (5,0%) são homens. Foi observado em 87 (54%) da amostra, déficit cognitivo presente associado à ausência de sintomas depressivos, entretanto, 27 (16,8%) detém sintomas depressivos com déficit cognitivo presente. Do total da amostra, 43 (23,7%) têm cognição preservada e depressão improvável, em detrimento a 04 (2,5%) idosos com cognição preservada e sintomas depressivos presentes. Houve associação significativa entre sexo e sintomas depressivos (p=0,001), porém, não houve significância estatística da associação entre sintomas depressivos e função cognitiva (p=0,026). Nesta pesquisa, a maioria (54%) tem déficit cognitivo mas não apresenta sintomas depressivos e, houve maior predominância de déficit cognitivo entre as idosas (p=0,001). Desse modo, destaca-se a necessidade de investigar as possíveis causas do maior acometimento da depressão em mulheres, como observado neste estudo.