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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DA MULHER EM CÁRCERE
Relatoria:
Maria Rita dos Santos Navarro
Autores:
  • Maria Luiza Conde Barroso
  • Elayne Cristina de Oliveira Ribeiro
  • Tarciana dos Santos Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A enfermagem é fundamental na promoção da saúde e prevenção de doenças de todos os indivíduos, independentemente de sua condição social ou contexto de vida. Prezar pela garantia da universalidade do cuidado de enfermagem significa reduzir as disparidades que afetam grupos vulneráveis. Nesse contexto, as mulheres em situação de cárcere, exigem atenção especial dos enfermeiros. OBJETIVO: Analisar o cuidado de enfermagem nas mulheres em cárcere. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Para tanto, utilizamos os descritores: “Prisions”, “Women's Health” e “Nursing Care” com o operador booleano AND indexados nos Descritores em Ciências da Saúde (DECs). Como critérios de inclusão: artigos publicados pelo PubMed nos últimos 5 anos e no idioma inglês. Nos critérios de exclusão, não foram selecionados artigos que não possuíam relação com o objeto deste estudo e indisponíveis na íntegra para leitura. RESULTADOS: Inicialmente, foram encontrados 26 artigos e, após a análise dos títulos e abstract foram selecionados 18 artigos para leitura. Os artigos destacam que o cuidado de enfermagem às mulheres no sistema prisional é marcado por uma série de desafios e contradições. O papel do enfermeiro torna-se ainda mais relevante nesse caso, já que exige maior sensibilidade para abordar as necessidades físicas, emocionais, sexuais e psicossociais específicas desse grupo. Entretanto, os achados científicos respaldam a urgência em mudanças que combatam a discriminação, as hierarquias de poder e o estigma contra as mulheres na prisão como barreiras à saúde. Queixas comuns que foram expressas pontuam desde acesso limitado a cuidados de saúde até condições insalubres e superlotação, o que evidencia formação insuficiente por parte dos profissionais de saúde sobre os padrões de cuidados e leis de proteção para essas mulheres em situação de vulnerabilidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar da existência de diretrizes legais e políticas públicas que garantem o direito à saúde das mulheres em cárcere, a realidade vivenciada nem sempre condiz com o que está previsto em lei. Para garantir o acesso e a qualidade da saúde para mulheres encarceradas, é necessário um esforço multifacetado que elimine a discriminação, o favoritismo e a violência, bem como a promoção de práticas de saúde humanizadas e centradas no paciente. Ademais, a capacitação contínua da enfermagem é essencial para atender de forma eficaz e respeitosa às demandas específicas dessas mulheres.