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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
FATORES ASSOCIADOS AO ABANDONO DO TRATAMENTO DE TUBERCULOSE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Relatoria:
Tanira Maria Barbosa do Rosário
Autores:
  • Arnon Castro dos Santos
  • Aldenir Silva Martins
  • Lidiane Assunção de Vasconcelos
  • Margarete Feio Boulhosa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A tuberculose (TB) representa um desafio significativo para a Saúde Pública, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, cerca de 10 milhões de pessoas foram infectadas e 1,4 milhão evoluíram a óbito em decorrência dessa doença. Diante desse quadro, o abandono do tratamento é um panorama importante, pois afeta diretamente nos resultados dos programas de combate à tuberculose. A OMS recomenda que, no mínimo, 85% dos pacientes com TB alcancem a cura e, no máximo, 5% abandonem o tratamento. Objetivo: evidenciar os principais fatores de risco para o abandono do tratamento de tuberculose. Metodologia: Uma revisão integrativa da literatura, realizado a partir da pesquisa nas bases de dados: Scielo, Biblioteca Virtual em Saúde e Medline, utilizando os descritores: “Tuberculose”, “Abandono do paciente” e “Tratamento” com diferentes estratégias de busca. Resultados e Discussões: Observou-se que a interrupção do tratamento da tuberculose está relacionada a diversos fatores, tais como o local de moradia (tendo mais abandono na zona urbana), a forma da doença e o serviço de saúde (não realização do exame de escarro e o teste de HIV, que é considerado primordial no momento do diagnóstico da tuberculose). Os casos mais frequentes ocorreram na região Sudeste (19,61%), com maior percentual entre homens de 18 a 34 anos (75,65%). A proporção de perda em termos clínico-epidemiológicos foi mais alta entre casos novos (64,09%), tuberculose pulmonar clínica (91,05%) e indivíduos que não receberam tratamento supervisionado (69,70%). Esse valor é mais de três vezes superior à taxa recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconiza uma taxa de abandono de apenas 5%. Contudo, a literatura diverge acerca da zona de moradia na influencia do abandono do tratamento de tuberculose, um estudo feito na Nigéria identificou que viver na zona rural eleva as chances de desfechos negativos, tais como: óbito, abandono e falência. Conclusão: é fundamental que as estratégias de adesão ao tratamento sejam implementadas logo no primeiro contado com o paciente bacilífero, a fim de se obter um desfecho favorável e entender que o desfecho vai além dos presentes fatores aqui expostos, uma vez que é algo complexo e multifatorial. Os profissionais precisam reconhecer o perfil da sua população para fortalecer a adesão ao tratamento da tuberculose.