
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL CLÍNICO DE MULHERES QUE REALIZARAM EXAME CITOPATOLÓGICO EM UMA UNIDADE PRISIONAL
Relatoria:
Rillary Amaral Camelo Calheiros
Autores:
- Emily Fernandes Pereira
- Clara Emanuelly Rodrigues de Menezes
- Ingrid dos Santos Silva
- Michelle Christini Araújo Vieira
- Thaysa Maria Vieira Justino
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: a população carcerária feminina, segundo o Sistema de Informações do Departamento Penitenciário (SISDEPEN), é composta majoritariamente por mulheres com faixa etária entre 25-69, representando cerca de 82% do público feminino encarcerado, o que se configura como um fator de risco para a vulnerabilidade ao desenvolvimento do Câncer de Colo Uterino (CCU). Destarte, faz-se necessário salientar a importância do exame citopatológico, uma vez que este atua como a única forma de rastreamento do CCU. Outrossim, a dificuldade de acesso das pessoas privadas de liberdade (PPL) aos serviços de saúde configura-se como um obstáculo para a realização periódica do exame citopatológico. OBJETIVO: o presente estudo tem como intuito descrever o perfil clínico de mulheres encarceradas que realizaram o exame citopatológico para a detecção precoce do CCU. MÉTODO: trata-se de um estudo descritivo-analítico com abordagem quantitativa, realizado em uma Cadeia Pública Feminina (CPFP). A população do estudo foi composta por 11 pessoas e que realizaram o exame Citopatológico em julho de 2023. Destaca-se que o presente trabalho foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). RESULTADOS: das 11 (n) mulheres que se submeteram à realização da coleta, 3 mulheres, que correspondem a um percentil de 27.3% (n=3) nunca haviam realizado o exame preventivo. Das 8 mulheres que já haviam feito o exame citopatológico, 75% (n=6) não sabiam informar a última vez que foi realizada ou não realizaram a coleta no tempo ideal, conforme preconiza o Ministério da Saúde (MS), que visa a repetição periódica anual do exame e, em casos em que 2 exames consecutivos resultam negativos para malignidade, deve-se repetir o exame a cada três anos. Destaca-se que um dos motivos para a não-realização periódica do citopatológico das PPL está ligado à dificuldade de acesso aos serviços de saúde, que reverbera na lacuna assistencial enfrentada por esta população. CONCLUSÃO: pode-se concluir que o perfil da população carcerária enquadra-se na faixa etária preconizada pelo MS para a realização do exame citopatológico, a fim do diagnóstico precoce do CCU. Entretanto, a maioria (75%) não sabia informar a data da última realização do exame ou não realizaram o exame na periodicidade recomendada. Desta forma, destaca-se a vulnerabilidade da PPL no que se refere ao rastreamento do CCU, uma vez que é vigente a lacuna assistencial vivenciada por esta população.