
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
RODAS DE CONVERSAS NO PRÉ-NATAL COMO COMBATE A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Sofia Buriti Figueirêdo de Oliveira
Autores:
- Josiane Emily dos Anjos Evangelista
- Maria Benita Alves da Silva Spinelli
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O período gravídico-puerperal é um momento delicado, agravando-se em maior número nos cenários de desinformação e alienação dos direitos que asseguram as gestantes. A partir disso, estrutura-se um contexto de extrema vulnerabilidade que viabiliza a prática de violência obstétrica realizada por vários profissionais. Nesse sentido, a promoção de educação em saúde, ainda no pré-natal, é indispensável, pois propicia um ambiente de conhecimento acerca das diferentes formas de prevenção e identificação dos tipos de violências cometidas, além de incentivar o empoderamento da pessoa que gesta sobre o seu corpo e seus direitos. Objetivo: Relatar as experiências vivenciadas durante a realização das rodas de conversas com gestantes com a temática da violência obstétrica. Método: Trata-se de um estudo descritivo e qualitativo do tipo relato de experiência que consiste na realização de rodas de conversa com gestantes realizadas por acadêmicas de Enfermagem extensionistas do projeto “Pelo Direito de Decidir: saúde sexual e reprodutiva”. As rodas ocorreram na sala de espera do Ambulatório Multiclínicas, no Centro Universitário Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM/CH/UPE), durante o período de março de 2023 a junho de 2024. Foi propiciado um ambiente acolhedor, onde se discutiu sobre as formas de prevenir a violência obstétrica e como denunciar. Resultados: A partir da realização das rodas de conversa com gestantes, foi possível analisar o desconhecimento sobre os seus direitos assegurados por lei, o que resulta em uma falta de identificação acerca das agressões que já sofreram e podem ser acometidas. Durante o momento de discussão foi relatado a privação do acompanhante e agressões verbais como circunstâncias mais frequentes de violência obstétrica. Posto isto, ao fim da roda foi garantido o acesso à informação sobre os direitos da gestante, proporcionando autonomia e protagonismo para a pessoa que gesta. Considerações Finais: Dessa forma, visualiza-se que a educação em saúde é essencial para o empoderamento das gestantes, transformando a sala de espera em um ambiente de troca de conhecimentos e experiências, o que otimiza o tempo ocioso. Além disso, observa-se que a temática dos direitos das gestantes ainda é desconhecida, sendo urgente a necessidade dessa informação ser propagada, visando, principalmente, a diminuição da ocorrência de violência obstétrica.