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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ASSOCIAÇÃO ENTRE DECLÍNIO COGNITIVO E RISCO DE VIOLÊNCIA PARA PESSOA IDOSA
Relatoria:
LULIANA SILVA CORRÊA ARAUJO
Autores:
  • Higor Matheus de Oliveira Bueno
  • Felipe Bueno da Silva
  • Vitória da Silva Mascarenhas
  • Cirlene Francisco Sales da Silva
  • Aline Maino Pergola Marconato
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
O envelhecimento da população no Brasil está ocorrendo de forma acelerada resultando em um aumento considerável da população idosa. Desse modo, as situações de violência e abuso e as consequências físicas e mentais desses atos estão cada vez mais presentes e evidentes na sociedade, visto que, alterações na função cognitiva estão associadas a situações de violência. O objetivo foi analisar a associação entre declínio cognitivo e risco de violência na pessoa idosa residente do município de Araras, São Paulo. Pesquisa analítica e quantitativa composta por 161 pessoas idosas, com idade >= 60 anos, pontuação de >=17 no Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e residentes de Araras/SP. A coleta foi realizada de forma individual por meio do Google Formulários® com os instrumentos: questionário sociodemográfico e de saúde, MEEM para avaliação da função cognitiva, e o Hwalek-Sengstock Elder Abuse Screening Test (H-S/EAST) validado, para avaliar o risco de violência. Os dados foram analisados de forma descritiva e inferencial (Qui-quadrado) no software SPSS versão 23.0 considerando p<0,05. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob parecer n 4.393.230. Amostra majoriatarimente do sexo masculino 85 (52,8%), 112 (69,6%) de cor branca, 76 (47,2%) com idade entre 60 a 69 anos, considerados idosos jovens, 97 (60,2%) moram com familiar. Ao estado cognitivo, 47 idosos (29,2%) foram classificados com cognição preservada e 114 (70,8%) detêm déficit cognitivo presente. Foi observado risco de violência diminuído em 91 (56,5%) indivíduos, entretanto, 70 (43,5%) foram considerados com risco de violência aumentado. À associação da função cognitiva e risco de violência, observou-se que 60 (37,3%) apresentavam déficit cognitivo presente e risco diminuído para violência, contudo, 54 (33,5%) demonstraram risco de violência aumentado associado com déficit cognitivo presente. Não houve significância estatística nas associações entre declínio cognitivo e risco de violência. Conclui-se que a maioria dos longevos abordados por este estudo possuem déficit cognitivo presente, porém, não está relacionado diretamente ao risco de violência. No entanto, estudos recentes evidenciam que idosos com declínio cognitivo presente apresentam nível elevado de dependência, o que determina maior sobrecarga aos cuidadores, logo, pode desencadear diversas formas de violência.