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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
BAIXA ADESÃO MASCULINA AO PRÉ-NATAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA ACERCA DOS FATORES ASSOCIADOS
Relatoria:
Wesley Josinaldo Andrade de Farias
Autores:
  • Katarine Kellin Silva Leite
  • Larissa Gomes Freire
  • Sara Maria Silva Alves
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: No contexto da atenção primária, o pré-natal assegura uma gestação mais segura e saudável por meio de ações que, majoritariamente, têm sido centradas apenas nas gestantes e recém-nascidos, negligenciando a participação do parceiro durante o ciclo gravídico-puerperal. Este cenário evidencia um dos diversos fatores que agem como catalisadores para a baixa adesão masculina ao pré-natal, contribuindo para a persistência desse fenômeno e gerando um impacto negativo, uma vez que a presença paterna influência nos indicadores de qualidade do processo e fortalecimento de vínculos. Objetivo: Analisar na literatura atual os fatores associados à baixa adesão masculina às consultas de pré-natal. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e Redalyc, aplicando os DeCS: Pré-natal, Paternidade e Saúde do Homem. Foram incluídas publicações selecionadas pelo critério: homens com filhos, nos idiomas inglês, português e espanhol; e excluídas as duplicatas, outras revisões integrativas e artigos que não possuem relação com o tema proposto. Inicialmente houve um total de 97 manuscritos identificados dos quais 66 foram selecionados para leitura. Por fim, uma análise integrativa dos artigos resultou na seleção de 7 instrumentos para a pesquisa. Resultados: Observou-se que a participação masculina no pré-natal está relacionada a variáveis sociodemográficas maternas e características assistenciais. Apesar das iniciativas e políticas públicas voltadas para estimular a presença do parceiro, existem alguns entraves como a carga horária de trabalho, desconhecimento sobre a importância da participação paterna, baixa escolaridade, dificuldade de acesso ao serviço de saúde, desconforto em ambientes predominantemente femininos e falta de acolhimento de parcela dos profissionais. Conclusão: O desfecho da baixa prevalência masculina nas consultas de pré-natal advém de desafios que estão em processo de redução, porém, a presença do companheiro é uma realidade ainda restrita a um público específico. Assim, aponta-se para a necessidade da melhoria do acesso dos parceiros às unidades e uma maior preparação das equipes de saúde. O enfermeiro desempenha um papel fundamental como intermediário entre o homem e a gestante, esclarecendo dúvidas, removendo obstáculos e destacando os benefícios da presença do parceiro.