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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO RASTREIO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM CRIANÇAS
Relatoria:
Álvaro Pessôa Soares
Autores:
  • Amanda Cavalcante de Macedo
  • Nalanda de Melo Lúcio
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: É fato que os índices do aumento dos níveis pressóricos em crianças (6 meses – 12 anos) é um importante assunto de saúde coletiva, haja vista que fatores de risco durante a infância podem levar a complicações cardiorrespiratórias na adolescência e na fase adulta. Assim, uma forma de evitar complicações na vida adulta de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é identificá-la e tratá-la na infância. No Brasil, desde 1994, a Estratégia Saúde da Família (ESF) vem atuando no rastreamento precoce e tratamento de diversas doenças, inclusive a HAS. É na unidade de saúde onde o indivíduo, em situações ordinárias, tem a sua pressão aferida e se submeterá ao exame clínico para a identificação de possíveis patologias. Sendo assim, é nesse local onde há a maior probabilidade de identificar a elevação frequente da pressão arterial (PA). OBJETIVOS: Identificar a forma como a ESF atua no rastreio e diagnóstico de HAS na infância. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo do tipo Revisão integrativa. A seleção foi realizada entre maio e junho de 2024, com os descritores “Atenção Primária à Saúde”, “Crianças” e “Hipertensão Arterial” nas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e Scielo, onde selecionou-se 11 artigos publicados nos últimos 5 anos. RESULTADOS: Os pacientes pediátricos, frequentemente, não têm as etapas de aferição da PA realizadas corretamente, e pouquíssimos pacientes têm o diagnóstico apropriadamente documentado após a terceira PA acima do normal. Alguns estudos também mostraram que nunca é solicitada uma ultrassonografia renal, tendo em vista as consequências renais que uma HAS não tratada pode provocar. As prioridades de exames concorrentes também interferem no reconhecimento clínico da hipertensão durante consultas pediátricas de rotina. No entanto, o reconhecimento de crianças com PA hipertensiva incidente tem se mostrado relevante para os cuidados de saúde preventivos por causa do rastreamento da PA elevada na infância até a hipertensão adulta. CONCLUSÃO: Verifica-se, como a ESF se mostra deficitária no rastreio da HAS pediátrica e como isso pode acarretar em uma sequência de patologias que normalmente são iniciadas com uma hipertensão arterial não tratada. Além disso, também é importante ressaltar a negligência do tema por parte dos profissionais de saúde, que ainda não têm dado a devida importância ao assunto, mesmo com a sua atual relevância na comunidade.