
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESEMPENHO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA E A ASSOCIAÇÃO COM A FRAGILIDADE EM PESSOAS IDOSAS
Relatoria:
Lunara Aparecida Lotero Pereira
Autores:
- Luliana Silva Corrêa Araujo
- Higor Matheus de Oliveira Bueno
- Rafael Silva Marconato
- Tatiane Montelatto Marques
- Aline Maino Pergola Marconato
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A fragilidade é um exemplo de limitação que pode estar relacionada à idade e, quando associado a capacidade funcional, pode comprometer a independência e a autonomia da pessoa idosa. O objetivo é identificar a associação entre a capacidade funcional para desempenho de atividades básica de vida diária e fragilidade da pessoa idosa de Araras, São Paulo. Pesquisa analítica e quantitativa, com critérios de inclusão: ter idade igual ou superior a 60 anos, ser residente de Araras e pontuar minimamente 17 pontos no Mini Exame do Estado Mental (MEEM). A coleta de dados foi realizada por conveniência e individualmente por instrumentos validados e transcritos para o Google Formulários: questionário sociodemográfico, teste de KATZ para atividades básicas de vida diária (ABVD) e a escala de Fragilidade de Edmonton (EFE) para identificação de fragilidade. Os dados foram categorizados e analisados descritiva e inferencialmente pelo teste de Qui-quadrado (p<0,05). Aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob parecer n 4.393.230. Incluídos 185 idosos, sendo 95 (51,4%) do sexo masculino e 90 (48,6%) feminino, 129 (69,7%) autodeclarados brancos, 97 (52,4%) idosos jovens (60 a 69 anos), e 60 (32,4%) medianamente idosos (70 a 79 anos). Do total, apenas 39 (21,1%) estão ativos em situação de trabalho e 146 (78,9%) são inativos. Quanto à funcionalidade 125 (67,6%) são independentes e 60 (32,4%) são dependentes. No que se refere a fragilidade, 115 (62,2%) idosos foram classificados como frágeis, enquanto 70 (37,8%) não apresentaram fragilidade. À associação da fragilidade e funcionalidade demonstrou 66 (35,7%) são frágeis e independentes, em detrimento aos 49 (26,5%) dependentes. Dos 70 (37,8%) idosos não frágeis, 59 (31,9%) são independentes e apenas 11 (5,9%) são dependentes. Houve associação significativa (p=0,001) entre funcionalidade e fragilidade, o que demonstra aumento da possibilidade de pessoas idosas dependentes apresentarem fragilidade. Diante disso, observa-se que a amostra é composta majoritariamente (31,9%) por idosos frágeis, porém independentes. No entanto, 5,9% foram considerados frágeis e dependentes. Com isso, denota-se a importância de rastreamento e acompanhamento desses indivíduos, a fim de investigar a associação destas variáveis e desse modo, promover condições de saúde estratégicas que possibilitem o envelhecimento ativo, longevo, de qualidade e acima de tudo, com independência e autonomia.