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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE HIDROCEFALIA CONGÊNITA NO BRASIL : TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS
Relatoria:
Ana Virgínia Moura e Silva
Autores:
  • Vitor Expedito Alves Ribeiro
  • Andressa Maria de Sousa Moura
  • Odinéa Maria Amorim Batista
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A hidrocefalia congênita caracteriza-se por um distúrbio na circulação do líquido cefalorraquidiano, que leva ao acúmulo desse líquido dentro dos ventrículos cerebrais, resultando em dilatação ventricular progressiva. Essa anomalia é facilmente detectável durante o pré-natal, por meio de avaliações do tamanho do átrio ventricular e da sua relação com o plexo coróide. OBJETIVOS: Avaliar estatisticamente a correlação número de casos de hidrocefalia por ano, número de casos por estados, número de nascidos por região, prevalência e duração da gestação em semanas, entre os anos 2011 e 2022. MÉTODOS: Estudo epidemiológico ecológico realizado pela coleta de dados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Com as variáveis analisadas - número de casos por região, por ano, número de nascidos vivos e duração da gestação - realizou-se regressão linear, teste ANOVA e pós-teste de Tukey, utilizando os softwares Microsoft Excel e GraphPad Prism. Coletou-se dados dos casos de hidrocefalia não específica e de hidrocefalia com espinha bífida sem restrição de localização. RESULTADOS: Foram registrados cerca de 9467 casos no Brasil. A regressão linear do número de casos apresentou uma diminuição de cerca de 31 casos ao ano( Y=-31,12*X + 63547 ; p<0.0001). Com relação ao número de casos por região, a região sudeste apresentou o maior número (3.597 casos). Quanto à incidência, o Brasil apresentou uma taxa de 3,020 casos a cada 10.000 nascidos vivos. A região Nordeste foi a que apresentou maior índice, cerca de 3,24 casos a cada 10.000 nascidos vivos. O teste ANOVA mostrou que houve diferença estatística significativa na incidência das regiões, apontado pelo pós-teste de Tukey entre a região Norte e Centro-Oeste (p=0,0228). No que tange à unidade federativa, o estado de Alagoas apresentou a maior incidência, com 3,73 casos a cada 10.000 nascidos vivos. Já em relação à duração da gravidez, cerca de 35,54% dos neonatos diagnosticados com hidrocefalia nasceram pré-termo CONCLUSÃO: A taxa de prematuridade entre neonatos nascidos com hidrocefalia destoou da prevalência de prematuridade no Brasil. O presente estudo demonstrou que cerca de 35,54% dos neonatos diagnosticados com hidrocefalia nasceram pré-termo, já a prevalência de prematuridade brasileira é de 11%. Ademais, é importante destacar que apesar do número de casos anuais ainda ser elevado no Brasil, tem-se demonstrado uma tendência de diminuição ao longo dos anos.