
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE FAMILIAR E O RISCO DE VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA
Relatoria:
LULIANA SILVA CORRÊA ARAUJO
Autores:
- Gustavo Elifas Emanuel Cerne Rosolen
- Sabrina Domingos Viera
- Felipe Bueno da Silva
- Ligia Lopes Devoglio
- Tatiane Montelatto Marques
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A violência dirigida a população idosa vêm ganhando uma escala preocupante na sociedade atual, sendo considerada um problema de saúde pública, pois gera impactos significativos na qualidade de vida das vítimas. Neste contexto, a família tem papel crucial, reconhecida como fonte primária de apoio, entretanto, quando existem fatores que impactam na funcionalidade familiar, o cuidado fica comprometido, resultando em negligência e violência. O objetivo é analisar a associação entre funcionalidade familiar e risco de violência da pessoa idosa em um município paulista. Estudo quantitativo, multicêntrico e analítico. A coleta de dados ocorreu em Araras/São Paulo de forma presencial através de entrevista pelo Google Formulários®, posteriormente os dados foram transcritos e analisados pelo SPSS (versão 23.0) de forma descritiva e inferencial pelo Qui-Quadrado (p-valor<0,05). Foram utilizados o questionário sociodemográfico, APGAR da família para identificar funcionalidade familiar e Hwalek-Sengstock Elder Abuse Screening Test (H-S/EAST) validado para verificar o risco de exposição à violência. Os critérios de inclusão foram: indivíduos com idade >= 60 anos, munícipe de Araras com cadastro ativo na atenção básica à saúde ou residente de instituição de longa permanência, com pontuação igual ou superior a 17 pontos no Mini-Exame do Estado Mental. Esta pesquisa possui aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa (parecer 4.393.230). Amostra composta por 161 longevos, sendo 52,8% (n=85) do sexo masculino, 47,2% (n=76) possuem idade entre 60-69 anos, 50,3% (n=81) referem possuir companheiro. No que diz respeito à funcionalidade familiar, 89,4% (n=144) possuem boa funcionalidade familiar e 56,5% (n=91) têm risco diminuído para violência. Entre os respondentes, 54,7% (n=88) possuem boa funcionalidade familiar e risco diminuído para violência, enquanto 8,7% (n=14) apresentam disfunção familiar e risco aumentado para violência. Entretanto, 34,8% (n=56) tem boa funcionalidade familiar e risco aumentado para violência (p=0,001). Diante dos resultados apresentados, verificou-se associação entre risco para violência e funcionalidade familiar (p=0,001), com destaque para a presença do risco mesmo entre as pessoas idosas com boa funcionalidade familiar (34,8%). Torna-se fundamental implementar ações preventivas para a redução dos riscos de violência e fortalecimento da funcionalidade familiar, através de abordagens integradas para a promoção de um ambiente familiar seguro.