
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NAS CIRURGIAS DE FRATURA DE FÊMUR, TÍBIA E TORNOZELO NO ESTADO DO PARÁ
Relatoria:
LIANA PILLAR LIMA DO PATROCINIO
Autores:
- ALLAN KARDEC LIMA BRANDÃO
- PROF. DR ANDERSON BENTES DE LIMA
- FRANCIS DO SOCORRO MARTINS ALHO
- JAMILLE CRISTINA CONCEIÇÃO SANTOS
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As fraturas decorrem dos diversos traumas, estão associadas as causas de internações hospitalares. Resultam em morte, incapacidades funcionais e sequelas em todas as idades, inclusive na população jovem e economicamente ativa, são eleitas as cirurgias como tratamento. Existem poucas pesquisas acerca das variáveis que permeiam esse cenário. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes que se submeteram em tratamento cirúrgico de fratura de diáfise de fêmur, diáfise de tíbia e tornozelo no Estado do Pará no período de 2019 a 2023. Metodologia: É um estudo epidemiológico descritivo e retrospectivo com base nos dados obtidos pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) relacionados aos códigos dos procedimentos nesse período referente aos pacientes que se submeteram as cirurgias de fratura diáfise de fêmur, fratura da diáfise de tíbia e fratura de tornozelo. Os dados foram analisados no programa Excel e houve elegibilidade as seguintes variáveis: internações, óbitos, sexo, faixa etária, regiões de saúde e municípios do Pará. Resultados: O total foram 15214 internações por cirurgias de fraturas de membros inferiores no Pará, destacam-se as fraturas de tíbia com 5681 (37%) cirurgias, de fratura de tornozelo com 4763 (31%) e de fratura de fêmur com 2791 (18%). A faixa etária predominante: 20 a 29 anos 711 pacientes (24%) e 1580 (25%) nas fraturas fêmur e tíbia, respectivamente. Nas cirurgias de tornozelo a faixa etária foi de 30 a 39 anos 1299 pacientes (25%). A prevalência do sexo masculino submetidos as cirurgias: 2066 (71%) pacientes de fêmur, 5003 (79%) de tíbia e tornozelo 3387 (65%). Em relação aos maiores números de internações pelas cirurgias a região de saúde, Metropolitana I, teve 704 (25%) em fratura de fêmur, 1268 (22%) em fratura de tíbia e 948 (20%) em fratura de tornozelo. A cidade com maior prevalência foi Marituba. Em relação aos óbitos nas cirurgias de fratura de fêmur: 30 (52%) casos, fratura de tíbia 25 (43%) e fratura de tornozelo 3 (5%), a região de saúde Metropolitana I teve em média de 22 (26%) óbitos. E a cidade de Ananindeua apresentou média de 7 (29%) óbitos. Considerações finais: As cirurgias de fraturas de tíbia atingem a população jovem e economicamente ativa segundo apontam pesquisas, assim como o crescente aumento do fluxo de trânsito nas capitais está relacionado prevalência do agravo. Os resultados demonstram a necessidade de intensificar as medidas políticas e socioeducativas.