
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS VOLTADA À PESSOA IDOSA
Relatoria:
Sara Letícia Carvalho Beserra
Autores:
- Hellen Ravenna Oliveira Silva
- Maisa Nunes Leal
- Felipe Galvão Machado
- Tânia Maria dos Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O crescimento da população é um fenômeno mundial. Em 2022, no Brasil, a
parcela de indivíduos considerados idosos representava 10,9% em relação ao total de 215
milhões de habitantes no país. Desta forma, destaca-se que o envelhecimento ocorre de
maneira singular e não deve ser caracterizado como doença, dependência ou ausência de
relações sociais, inclusive as sexuais. Assim, no que tange à saúde sexual dos idosos, é
crucial que o Estado brasileiro organize políticas públicas, ações e serviços de saúde de longo
prazo e específicos às demandas em saúde desta população, de forma a garantir o cuidado em
saúde e promover melhor qualidade de vida aos idosos. Objetivo: Destacar os desafios e
perspectivas das políticas públicas brasileiras voltadas aos idosos no biênio 2019-2022,
especialmente no que diz respeito à prevenção de infecções sexualmente transmissíveis nesta
população. Método: Trata-se de um resumo simples, definido por um amplo apanhado de
resultados nas bases de dados SciElo (Biblioteca Eletrônica Científica) e Lilacs (Literatura
Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), com descritores em português de
Ciência de Saúde (DeCS) “Infecções Sexualmente Transmissíveis”, “Assistência Integral à
Saúde do Idoso” e “Assistência de Enfermagem”, que abrangem como critérios de inclusão
artigos completos publicados em português entre os anos de 2019 a 2022, delimitando o
Brasil como cenário de estudo. Resultados: Foram analisados seis artigos sobre o tema, nos
quais foi-se possível verificar uma consonância entre os resultados. Foi observado que não
existem políticas públicas específicas para a prevenção de ISTs em idosos, o que resulta em
uma abordagem assistencial fragmentada e sem foco nas necessidades desse grupo
evidenciando a sexualidade na terceira idade como um tabu, tanto na sociedade quanto entre
profissionais de saúde, que muitas vezes não reconhecem os idosos como grupo vulnerável.
Considerações finais: A prevenção de ISTs em idosos é um desafio que exige ações
multissetoriais, incluindo a implementação de políticas públicas, o treinamento de
profissionais de saúde e a conscientização da sociedade sobre a sexualidade na terceira idade.
Através de um esforço conjunto, podemos garantir que os idosos tenham acesso à
informação, à prevenção e ao tratamento de ISTs, promovendo um envelhecimento saudável
e sexualmente ativo.