
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ABORDAGEM DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO ABORTO LEGAL NA FORMAÇÃO ACADÊMICA: PERSPECTIVAS E DESAFIOS
Relatoria:
Laura Pereira da Silva Dantas
Autores:
- Janieiry Lima de Araújo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O aborto é um tema controverso e cercado de estigmas em muitas sociedades. Socialmente, ele é frequentemente visto como um tabu, carregado de conotações morais e religiosas. No Brasil, essa questão é particularmente delicada devido à forte influência religiosa e às normas culturais vigentes. A criminalização do aborto, com exceção de casos específicos previstos por lei, reflete a tensão entre os direitos reprodutivos das mulheres e as convicções morais da população. Objetivo: O estudo tem como objetivo analisar a abordagem da assistência de enfermagem no aborto legal na formação do enfermeiro. Metodologia: O estudo, conta com abordagem teórico-reflexiva, realizado a partir de leitura crítica de textos, o levantamento bibliográfico se deu em bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Google Acadêmico e Scielo. Resultados: O estudo revelou que socialmente o aborto é considerado um tabu, permeado por concepções morais e religiosas. A maioria dos docentes e discentes desconhecem a assistência ao aborto legal. As experiências de aborto vivenciadas durante a graduação e fora dela, em sua maioria, estão relacionadas a abortos espontâneos, com pouca exposição à assistência de outros tipos de aborto. Quanto à abordagem do tema na graduação, foi observado que o aborto legal é tratado superficialmente, sem preparar integralmente esses enfermeiros para a assistência e sem abordar de forma suficiente os aspectos legais e técnicos. Conclusão: Conclui-se que a integração do ensino da assistência ao aborto legal no currículo da graduação em enfermagem é fundamental para formar profissionais capacitados, éticos e sensíveis. A preparação adequada para lidar com a assistência ao aborto legal pode reduzir a morbimortalidade associada a procedimentos inseguros, proporcionando um cuidado mais holístico e humanizado. Além disso, essa formação permite que os profissionais de enfermagem atuem de forma mais efetiva e segura, respeitando os direitos e a autonomia das mulheres, contribuindo para uma prática baseada em evidências e no respeito às diversidades sociais e culturais.