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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AMAMENTAÇÃO INDUZIDA E A ATUAÇÃO INTERPROFISSIONAL: UMA ANÁLISE INCLUSIVA
Relatoria:
Gabriele Silva Caldas
Autores:
  • Kyane Brisa Carvalho Joazeiro
  • Lais Silva dos Santos
  • Jerusa da Mota Santana
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A relactação é o processo de restabelecimento da produção de leite em mulheres que precisaram suspender a amamentação, apresentaram hipogalactia ou que nunca gestaram. Assim, a lactação adotiva envolve estimular a produção de leite em mulheres que nunca engravidaram, incluindo casais homoafetivos que desejam compartilhar a experiência da lactação. Objetivo: Investigar a importância do apoio dos profissionais de enfermagem e nutrição no estímulo à relactação e lactação adotiva. Método: Trata-se de uma Revisão Integrativa, utilizando as bases de dados SciELO, PubMed e periódicos Capes em abril de 2024 e os seguintes descritores: lactação, pessoas LGBTQIA+ e aleitamento materno continuado. Foram elegíveis para inclusão no estudo artigos completos, de acesso aberto, em inglês e português, publicados entre 2011 a 2024. Foram excluídas teses, dissertações e estudos com mulheres com doenças metabólicas. A seleção inicial foi feita por título e resumo, e os artigos que abordaram a temática proposta, dentro dos critérios de elegibilidade foram lidos na íntegra. Resultados: Dos 24 artigos encontrados, seis foram analisados em profundidade e foram extraídos dois núcleos temáticos. 1) Fisiologia da lactação em homens, mulheres cis e trans: Os estudos mostraram sucesso na relactação em mulheres cis, homens e mulheres transsexuais, fundamentados na fisiologia da lactação, que envolve estímulos sensoriais e hormonais do sistema neuroendócrino. A sucção da criança na aréola estimula a produção de prolactina e ocitocina, essenciais para a produção e ejeção do leite, respectivamente. 2) Benefícios e direitos da lactação: A lactação é considerada um direito reprodutivo para todos, incluindo a população LGBTQIAPN+, promove vínculo entre a pessoa que amamenta e o lactente, além de oferecer proteção nutricional, imunológica, sendo elemento que potencializa o crescimento e desenvolvimento saudável da criança e tem impactos positivos em ciclos posteriores da vida. Conclusão: A pessoa que não gestou pode amamentar e encontra amparo fisiológico para a produção adequada do leite materno. Assim, a relactação é possível de acontecer em mulheres que adotaram, homem e mulheres trans, mas para o sucesso deste processo, destaca-se a importância do apoio e orientação dos profissionais de saúde, especialmente enfermeiros e nutricionistas, que desempenham um papel crucial no acompanhamento pré-natal e pós-parto, promovendo um cuidado humanizado, inclusivo e eficaz.