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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AMAMENTAÇÃO E CÂNCER DE MAMA: EVIDÊNCIAS E CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO EM SAÚDE DA MULHER
Relatoria:
Kaylane Leticia Nery Ferreira
Autores:
  • Crisely Barbosa da Silva
  • Isla Karlla Gonçalves Tabosa
  • Maria Adryelle Nascimento da Silva
  • Maria Eduarda Mendonça Rêgo Monteiro
  • Maria Neves Figueiroa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O câncer de mama continua sendo um problema de saúde complexo e prevalente, afetando milhões de mulheres em todo o mundo. No Brasil, são esperados 66,54 casos novos para cada 100 mil mulheres no triênio 2023-2025. Os estudos dos fatores de risco para o câncer de mama sugerem que a amamentação e a sua duração parecem ter um efeito protetor contra o risco de câncer. O estudo da amamentação e seu potencial benefício em relação ao câncer de mama é uma temática de interesse para a saúde pública e, em conseguinte, para as intervenções de enfermagem na área de educação em saúde da mulher e da criança. OBJETIVO: Levantar evidências científicas relacionadas ao efeito benéfico da amamentação na proteção contra o câncer de mama. METODOLOGIA: Revisão integrativa da literatura com levantamento de publicações na National Library of Medicine (NLM) e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os descritores: “Câncer de Mama”, “Prevenção” e “Aleitamento Materno”, com seus correlatos em portugues e inglês, o que resultou numa amostra final de nove artigos originais, disponíveis em texto completo e produzidos entre os anos de 2015-2024. RESULTADOS. A literatura aponta que as pessoas que amamentam por tempo igual ou superior a 12 meses têm 23% a 30% menos risco de câncer de mama. O efeito protetor da amamentação envolve alterações hormonais, com diminuição dos níveis de estrogênio e limitação da proliferação de células mamárias, reduzindo o processo de malignidade. Nesse sentido, o aleitamento promove a eliminação de células potencialmente danificadas, protegendo o tecido mamário da carcinogênese. As investigações sugerem que a duração da amamentação desempenha um papel crucial, revelando uma relação dose-resposta de modo que períodos mais longos de amamentação conferem uma redução de risco mais substancial. Apesar disso, os estudos concordam que as mulheres não possuem conhecimento sobre o benefício do aleitamento na prevenção do câncer de mama e ressaltam que a ampliação desse conhecimento pode influenciar positivamente a intenção e a duração da amamentação. CONCLUSÃO: Concluiu-se que a enfermagem deve atuar na disseminação de informações educativas em saúde em todos os níveis de assistência acerca dos benefícios da amamentação ao binômio como estratégia para diminuir a incidência do câncer de mama.