
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
EXPLORANDO AS DIFERENTES ABORDAGENS NA PROFILAXIA OFTALMOLÓGICA NEONATAL
Relatoria:
Sabrina Gabrielly Correia Bertoldo
Autores:
- Larissa Lages Ferrer de Oliveira
- Lavínia de Lima Ataíde Silva
- Cleydeanne Ferreira Tenório Gonçalves
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A oftalmia neonatal, ou conjuntivite neonatal, ocorre nos 30 dias de vida, é uma inflamação nos olhos de recém-nascidos, manifestada por vermelhidão, inchaço e secreção purulenta. Podendo causar cegueira, especialmente quando causada pela Neisseria gonorrhoeae, que é mais grave. A conjuntivite por Chlamydia trachomatis, menos severa, tem um período de incubação de 5 a 14 dias. É frequentemente adquirida durante o parto, quando há contato com secreções maternas contaminadas por agentes microbianos, que podem incluir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Agentes como nitrato de prata a 1%, eritromicina a 0,5% ou tetraciclina a 1% após o parto são eficazes contra oftalmia gonocócica, mas não previnem a oftalmia por clamídia. OBJETIVO: Esta revisão crítica analisa as literaturas disponíveis, examinando os diversos métodos recomendados pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para a prevenção da conjuntivite neonatal, visando identificar a profilaxia mais eficaz. MÉTODO: Foram consultadas seis publicações abrangendo os anos de 2014 a 2023, incluindo três do MS, uma da SBP, uma do Manual MSD Versão para Profissionais de Saúde, e um artigo do Scientific Eletronic Library Online (SciELO). RESULTADO: Apesar de todos os métodos descritos serem potencialmente corretos, não se há clareza sobre qual método é mais eficaz, econômico e seguro para recém-nascidos, dificultando a escolha do método mais adequado para prevenir infecções por C. trachomatis, N. gonorrhoeae e outras bactérias causadoras de conjuntivite neonatal. A escassez de evidências robustas destaca a necessidade urgente de revisão e atualização das diretrizes para promover práticas consistentes e eficazes no cuidado neonatal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A revisão das publicações revela contradições significativas quanto ao momento ideal para iniciar a profilaxia da oftalmia neonatal. Além disso, há divergências quanto às substâncias mais eficazes para a profilaxia, como a iodopovidona a 2,5%, considerada menos tóxica e mais eficaz contra clamídia e gonococo em comparação ao nitrato de prata a 1%. Essas discrepâncias ressaltam a urgência de revisão e harmonização das diretrizes para garantir práticas consistentes e eficazes na prevenção da oftalmia neonatal.