
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE DA MORTALIDADE DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO I NO NORDESTE DO BRASIL
Relatoria:
Lídia Suerly Ricardo de Oliveira
Autores:
- Natália Ângela Oliveira Fontenele
- Matheus Pinheiro Almeida
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O Diabetes Mellitus tipo I (DM I) é uma doença de base imunológica na qual o organismo não consegue produzir insulina devido a destruição das células pancreáticas por um mecanismo autoimune. O DM1 é mais comum de ser diagnosticado na infância e adolescência e corresponde a menor quantidade de pacientes com diabetes. Em níveis altos, pode causar complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos dos pacientes. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico do DM tipo I na região nordeste de 2019 a 2023. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, do tipo ecológico executado em Junho de 2024. Os dados foram coletados por meio do Departamento de informações do Sistema Único de Saúde (DATASUS) consultado o Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis com a extensão geográfica da região Nordeste do ano de 2019 a 2023. As variáveis avaliadas foram sexo, raça, faixa etária e unidade da federação, as informações foram analisadas pelo Microsoft Excel Professional LTSC 2021. Resultados: O número total de óbitos foi de 8302 pessoas, a média de mortes por ano foi de 1660. O ano de 2022 teve mais registros (1906) comparado ao ano de 2021 com menos casos (1484). O sexo feminino foi o mais acometido, correspondendo à mais de 53% (4426) dos óbitos. A raça parda foi a mais afetada com 60% (5015) dos casos, seguida da raça branca com quase 26% (2143) e da raça preta com 10% (832) indivíduos. A faixa etária mais afetada em números de mortes é a de 80 anos ou mais com 2293 seguida da faixa etária anterior de 70 a 79 anos com 2183. Bahia se mostrou o estado com o maior número de óbitos, representando 22,2% (1845) seguida do Ceará com 20% (1665), Sergipe foi a unidade da federação com menos mortes, 2,9%(245). Conclusão: Assim, o perfil epidemiológico das mortes por DMI no nordeste é composto por Mulheres pardas, baianas e cearenses na faixa etária acima de 70 anos. Conhecer esse perfil ajuda no desenvolvimento de políticas para tratar a população acometida por essa doença.