
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM CASOS DE TAQUIPNEIA TRANSITÓRIA DO RECÉM-NASCIDO
Relatoria:
João Marcos Rocha Marinho
Autores:
- Geovan Ribeiro de Lima
- Luana Almeida Gomes
- Eduarda Lopes de Jesus
- Lívia Lafaeth Gomes Diamantino
- Dayana Sales Rodrigues
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN), também denominada de “pulmão úmido”, é uma complicação predominante em recém-nascidos a termo ou prematuros tardios, ocorre devido ao atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal durante o trabalho de parto, iniciando os sintomas duas horas após o parto. Desta forma, essa é a causa comum em recém-nascidos (RN) via cesariana eletiva, podendo atingir cerca 30% de prevalência em bebês a termo, sendo o motivo comum na admissão de RNs nas unidades de terapias intensivas neonatais (UTIN). Objetivo: Evidenciar a importância do manejo adequado de RN’s nos casos de TTRN na UTIN. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de caráter descritivo realizado nas bases de dados Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), MedLine, Lilacs e Pubmed, por intermédio do descritores em ciências da saúde (DeCS): Taquipneia Transitória do Recém-Nascido; Cuidados de Enfermagem; Unidades de Terapia Intensiva Neonatal. Utilizando como critério de busca, artigos publicados entre 2019 a 2024 nos idiomas Inglês, Espanhol e Português. Resultados/Discussão: A TTRN é uma condição benigna e autolimitada, entretanto, alguns casos necessitam de cuidados intensivos para um prognóstico ideal do RN. Neste contexto, de acordo com estudos a oxigenoterapia não invasiva pode auxiliar na redução do desconforto respiratório e na duração da taquipneia em hipóxia neonatal. Por meio disto, na UTIN realiza o uso da Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP) e Pressão Expiratória Final Positiva (PEEP) que atua melhorando a capacidade residual funcional e facilita a reabsorção líquida, provocando a abertura alveolar, melhorando as trocas gasosas. Um estudo demonstrou que o uso de 20 minutos de CPAP profilático para RNs prematuros e que nasceram por cesarianas reduziu os índices de taquipneia e a necessidade de internação nas UTIN, sendo somente cerca de 14,9% necessitar de suporte ventilatório. Desta forma, o enfermeiro que está acompanhando o RN precisa avaliar constantemente o estado respiratório, sinais vitais, além do início e término da oxigenoterapia, necessitando estar sempre capacitado para atuação de uma assistência de qualidade, com os devidos conhecimentos sobre a evolução e complicações da terapêutica. Conclusão: Portanto, os bebês com TTRN necessitam de um acompanhamento integral e intervenções especializadas em tempo oportuno, visando uma reversão do quadro respiratório e uma redução do período de internação.