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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE DOS NÍVEIS DE ANSIEDADE ENTRE OS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DO BRASIL
Relatoria:
Tifanny Horta Castro
Autores:
  • Mariana Cavalcante Martins
  • Thalia Alves Chagas Menezes
  • Beatriz Alves de Oliveira
  • Maria Janara Sampaio Vieira
  • Camila Barroso Martins
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A saúde mental dos estudantes universitários é uma preocupação crescente, dado o impacto significativo que transtornos como a ansiedade podem ter sobre seu bem-estar geral e desempenho acadêmico. Objetivo: Analisar como características sociodemográficas, comportamentais e regionais influenciam os níveis de ansiedade entre estudantes universitários. Método: Trata-se de um estudo descritivo realizado entre dezembro de 2021 e maio de 2022, abrangendo as universidades do Brasil. Utilizou-se o e-mail das instituições para envio do instrumento de coleta. Os dados foram analisados utilizando os testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis para identificar associações significativas entre as variáveis. Utilizou-se o instrumento IDATE para medir os níveis de ansiedade. Os dados foram digitados em planilhas do Excel® e posteriormente exportados para o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 2.0 para as análises estatísticas. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética (número: 4.277.440). Resultados e Discussão: As mulheres apresentaram níveis significativamente mais elevados de ansiedade (Média do Rank = 2842.56 vs. 2241.78, p < 0.0001). Estudantes sem companheiro mostraram níveis mais altos de ansiedade (Média do Rank = 2706.17 vs. 2264.55, p < 0.0001). O uso frequente de bebidas alcoólicas (Média do Rank = 2750.03), tabaco (Média do Rank = 3182.17), drogas (Média do Rank = 3153.20) e medicamentos para ansiedade (Média do Rank = 3458.05) foi associado a níveis mais altos de ansiedade, todos com p < 0.0001. Estudantes em terapia apresentaram níveis mais altos de ansiedade (Média do Rank = 3210.38 vs. 2491.50, p < 0.0001). Estudantes com renda familiar menor que um salário mínimo apresentaram níveis mais altos de ansiedade (Média do Rank = 109.61 vs. > 103.91, p < 0.0001). Não houve diferenças significativas nos níveis de ansiedade entre as diferentes regiões do país. Considerações Finais: Destacamos que mulheres e estudantes sem companheiro apresentam níveis mais altos de ansiedade. O uso de substâncias, terapia e medicamentos está associado a maior ansiedade. A renda familiar influencia a ansiedade, mas não houve diferenças regionais significativas. Esses achados sublinham a necessidade de intervenções personalizadas que considerem essas variáveis para melhorar a saúde mental dos estudantes universitários. Estratégias de intervenção devem incluir suporte emocional, educação sobre o uso de substâncias e abordagens terapêuticas.