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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE OFICINAS EDUCATIVAS SOBRE VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA
Relatoria:
LORENA UCHOA PORTELA VELOSO
Autores:
  • Maria Gabriela Santos Ribeiro
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A violência autoprovocada é um grave problema de saúde publica e a Atenção Primária à Saúde (APS) figura como espaço estratégico para o desenvolvimento de ações. No entanto, existe falta ou inadequação das estratégias utilizadas na prevenção e manejo da violência autoprovocada, haja vista que a maioria dos casos é negligenciada devido escassez de capacitação das equipes de saúde. Objetivo: Implementar proposta de formação de enfermeiros que atuam na APS para atenção à violência autoprovocada. Método: Relato de experiência de oficinas formativas, operacionalizadas em 4 encontros, realizados com periodicidade semanal, em maio de 2023, com 13 enfermeiros atuantes na APS. Para avaliação da estratégia educativa, aplicou-se no primeiro e último encontro Questionário de Atitudes frente ao Comportamento Suicida (QUACS), além de discussões acerca das potencialidades e fragilidades percebidas durante a oficina em relação ao conteúdo, organização e metodologia. Resultados/discussão: A 1ª oficina contou com reflexões acerca do papel da APS na atenção à saúde mental e barreiras para realização de ações. Abordou-se ainda, conceito e classificação da violência autoprovocada, grupos de riscos e vulnerabilidades. A 2ª oficina trouxe a abordagem a violência autoprovocada (em formato de perguntas, além de aspectos como ambiente, escuta, abordagem gradual, sinais de alerta). Apresentou-se o instrumento NGARS, para avaliação do risco de suicídio, além dos passos para elaboração de plano de segurança e notificação da violência autoprovocada. No 3º encontro, discutiu-se sobre os conceitos da prevenção e posvenção ao suicídio, locais estratégicos no território para a realização de ações e pontos importantes na elaboração de materiais. Foram discutidas várias propostas a serem desenvolvidas com diferentes públicos e espaços. No último encontro, propôs-se a elaboração de intervenção utilizando a técnica de braimstorming. Quanto às mudanças nas atitudes dos profissionais, observou-se melhora na confiança na capacidade de assistir indivíduos em situação de risco de suicídio. Considerações finais: As oficinas promoveram capacitação e sensibilização dos profissionais da APS no que se refere ao sofrimento psíquico e comportamento suicida. Esta experiência pode ser implementada em outras realidades, e, atendendo às necessidades loco-regionais, ser desenvolvida com outros pontos de atenção, de modo efetivar práticas alinhadas aos pressupostos da Atenção Psicossocial.