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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS CONGÊNITA NO MUNICÍPIO DE CRATEÚS-CE
Relatoria:
Maria Gabriele Alves Bezerra
Autores:
  • Ryan Pinho dos Santos
  • Francisca Andreza Araújo Soares
  • Ana Vitória Lima Martins de Araújo
  • Maria da Conceição dos Santos Oliveira Cunha
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Segundo o Ministério da Saúde, a sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, crônica, curável e exclusiva do ser humano. Cujo agente etiológico é o Treponema pallidum, sua transmissão se dá principalmente por contato sexual. Mas, em gestantes quando a sífilis não é tratada ou o esquema de tratamento é realizado de forma inadequada, a infecção pode ser transmitida por via transplacentária ao concepto, ocasionando a sífilis congênita (SC). OBJETIVO: Descrever o cenário da sífilis congênita no município de Crateús-CE, no período de 2020 a 2023. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico, de abordagem quantitativa e descritiva, de série temporal. Os dados coletados são correspondentes ao período de 2020 a 2023 e incluem as notificações por sífilis congênita no município de Crateús-CE. Foi realizado por membros da Liga Acadêmica de Saúde da Mulher e da Criança, LASMCE, da Faculdade Princesa do Oeste. Os dados epidemiológicos foram obtidos no mês de junho de 2024, através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a partir de dados coletados no site do Departamento de Informática do Sistema único de saúde (DATASUS). RESULTADOS E DISCUSSÕES: No período de 2020 a 2023, foram notificados 91 casos de sífilis congênita no município. Em relação às características sociodemográficas, observa-se maiores prevalências em mulheres na faixa etária de 15 a 24 anos de idade, que se autodeclaram pardas, não aplicando escolaridade e ignorado a zona de residência. Todos os casos notificados realizaram pré-natal e não evoluíram para óbito. O caráter preventivo do pré-natal é essencial para a redução da morbidade e mortalidade materna, fetal e perinatal em gestantes portadoras da sífilis. De acordo com os resultados encontrados nos artigos pesquisados, a sífilis congênita é uma das principais causas de recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer, são essas condicionantes responsáveis por elevarem o risco de mortalidade fetal e neonatal. Sendo a sífilis congênita considerada um marcador de qualidade da assistência pré-natal em termos epidemiológicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que, a sífilis ainda é um grande problema de saúde pública, reforçando a importância de investimentos na assistência pré-natal, visto que, a sífilis congênita é uma doença que pode ser prevenida, através de estratégias eficazes de diagnóstico precoce e tratamento correto, resultando em desfechos favoráveis à criança.