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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
USO DA ESCALA DE FADIGA DE PIPER DURANTE CONSULTA DE ENFERMAGEM RADIOTERÁPICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Fernanda Silva Monteiro
Autores:
  • Andrea Silva Caldas Moreira
  • Sonia Isabel Crispim Candido dos Santos
  • Maria Socorro da Silva Paiva Cavalcante
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: fadiga pós radioterapia é um dos efeitos colaterais mais debilitantes sendo descrita como uma sensação opressiva e prolongada de exaustão que acarreta diminuição da capacidade de realizar trabalho físico e mental no nível habitual. É importante que seja identificada para tratamento adequado. A escala de fadiga de PIPER foi revisada e validada no Brasil em 2009. Questionário autoaplicável multidimensional, composto por 22 itens fechados e 4 itens abertos que compreendem três dimensões de fadiga: comportamental,afetiva e sensorial-psicológica. Pode-se determinar se o paciente tem fadiga ou não, e o grau encontrado. Objetivo: Descrever a percepção da utilização do instrumento escala de fadiga de PIPER durante consulta de enfermagem, com vista a possível utilização regular no serviço. Método: Relato de experiência de um grupo de enfermeiras atuantes no serviço de radioterapia ocorrido no mês de maio de 2024 com uma paciente idosa com câncer de mama, em três consultas, durante seu acompanhamento. Resultado: As consultas de enfermagem ocorreram semanalmente, sendo uma antes do início do tratamento e as demais em dois outros momentos. A escala foi adaptada para uso a realidade local, sendo transformada de questionário para entrevista, tendo sua incorporação na etapa de coleta de dados. A paciente pareceu compreender com clareza a maior parte das questões que foram apresentadas, respondendo com tranquilidade a cada item indagado, variando em velocidade a resposta para cada dimensão abordada. Em relação ao tempo de aplicação, percebeu-se um acréscimo pequeno aos minutos da consulta, ficando mais célere a cada encontro. comparativamente, houve diferença na dinâmica de aplicação da escala, sendo mais fácil com o passar do tempo demonstrando assim que é possível seu uso com pouco treinamento. Em relação ao resultado, identificou-se alteração no escore de fadiga afetiva, que possivelmente não seria percebido sem o emprego do instrumento testado. Conclusão: Foi positiva a experiência de uso da escala de PIPER. Usualmente nas consultas se avalia a fadiga com apenas uma indagação direta, entretanto, com o uso da escala foi possivel perceber a presença de fadiga afetiva, o que redirecionou as intervenções propostas na consulta de enfermagem. Assim, é possivel afirmar que a Escala possui aplicabilidade pratica e pode se constituir em ferramenta importante na melhoria dos cuidados realizados aos pacientes fadigados.