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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL: ANÁLISE COMPARATIVA DA COBERTURA DAS CONSULTAS PRÉ-NATAL COM OS CASOS NOTIFICADOS
Relatoria:
Brunna Francisca de Farias Aragão
Autores:
  • Jordana da Silva Souza
  • WILLIAM FRANÇA DOS SANTOS
  • ÍTALA PAULA MORAIS DA SILVA
  • THAMYRIS EDUARDA MOURA DA COSTA
  • MILENA SILVA BEZERRA
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: a sífilis é uma doença infectocontagiosa que pode ser adquirida durante o período gravídico-puerperal e apresenta altas taxas de transmissão vertical, sendo considerada uma doença de fácil prevenção. Objetivo: correlacionar os percentuais de cobertura das consultas de pré-natal com os casos notificados de sífilis congênita no Brasil de 2022 a 2023. Método: estudo epidemiológico descritivo, realizado a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), referente aos casos notificados de sífilis congênita, ocorridos no Brasil, no período de Janeiro de 2022 a Dezembro de 2023, correlacionando com os valores de cobertura das consultas de pré-natal no mesmo período. Resultados: no período delimitado, foram notificados 39.395 casos de sífilis congênita no Brasil (2022= 26.557 / 2023= 12.838); as regiões Sudeste e Nordeste detém, respectivamente, a maior parte das notificações; acerca da cobertura de consultas de pré-natal, dentre os casos confirmados da patologia, 82,57% (n= 21.927) havia realizado o pré-natal em 2022, e 83,17% (n= 10.678) dos casos realizou pré-natal em 2023. Além disso, entre 2022 e 2023 houve uma redução de natimortos/abortos por sífilis de 4,20% (n= 1.116) em 2022 para 4,08% (n= 524) em 2023. Conclusão: foi perceptível que o aumento da cobertura das consultas de pré-natal reflete na redução dos casos de sífilis congênita, bem como na diminuição da ocorrência de natimortos/abortos por sífilis. Sendo assim, a incidência da sífilis congênita sugere falhas na cobertura da assistência pré-natal, indicando a necessidade de reorientação das estratégias a fim de reduzir os casos novos da doença.