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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM ÀS PUÉRPERAS VIVENDO COM HIV DIANTE A NÃO AMAMENTAÇÃO
Relatoria:
Thayná Regina Aguiar dos Santos
Autores:
  • Myllena Rayssa Gomes de Menezes
  • Maria Paula da Silva Pereira Santos
  • Júlio Luiz Corrêa de Lima
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O leite materno é considerado uma estratégia para prevenir mortes em recém-nascidos (RN), sendo o alimento mais completo, contendo todos os nutrientes que RN precisa. Ademais, também promove às mães um sentimento de felicidade e competência, sendo acreditado por muitas que realizá-lo é uma forma de exercer seu papel completo. Entretanto, para mulheres que vivem com HIV, o aleitamento materno é contraindicado, sendo este uma das formas de transmissão do vírus. Logo, a equipe de enfermagem exerce papel fundamental do pré-natal ao puerpério, acolhendo a gestante e passando as informações necessárias. Objetivos: Descrever os cuidados de enfermagem frente a não amamentação pelas puérperas vivendo com HIV. Método. O levantamento de dados foi realizado através de pesquisas bibliográficas nas bases de dados LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com publicações datadas de 2019 a 2023, em inglês e português. Foram realizadas as seguintes combinações dos DECS associados ao operador booleano AND: Nursing Care AND HIV Seropositivity AND Women's Health Resultados e Discussão: Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão vertical pode acontecer no trabalho de parto, através das secreções cérvico-vaginais, ou durante a amamentação, sendo este um risco entre 7% a 22% a cada exposição do bebê ao leite materno. Desse modo, entende-se que não realizando medidas profiláticas como aconselhamento, educação em saúde e escuta positiva, o risco de transmissão vertical do HIV é maior, configurando-se como um grande entrave na saúde materna-infantil. Assim, vale salientar que o puerpério provoca mudanças biopsicossociais para a mulher, e com a impossibilidade de amamentar, as puérperas carregam um desconforto, tristeza e frustração. Portanto, cabe à equipe de enfermagem favorecer o vínculo do binômio mãe-filho, entendendo cada particularidade e atuando de maneira humanizada e holística, orientando a não realizar a amamentação mesmo que a mãe esteja tomando antirretrovirais, desaconselhar a amamentação cruzada e incentivar a procura dos bancos de leites humano. Considerações Finais: Durante o período puerperal, no que tange o aleitamento materno, é crucial reconhecer o papel essencial da enfermagem, onde será proporcionado um ambiente acolhedor e uma escuta empática, livre de preconceitos em relação à história prévia da puérpera. Portanto, é fundamental capacitar esses profissionais para garantir cuidados individualizados e adequados, promovendo o bem-estar integral.