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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INCONTINÊNCIA URINÁRIA E A REPERCUSSÃO NO AUTOCUIDADO E AUTOESTIMA: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Relatoria:
Maria Luiza de Souza Correia Neta
Autores:
  • Manuela dos Santos Gomes
  • Ivina Maria Ângelo Araújo
  • Jehnifer Maria Tavares Cavalcant
  • Andrezza Silvano Barreto
  • Viviane Mamede Vasconcelos Cavalcante
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: Alterações funcionais no assoalho pélvico podem interferir no seu desempenho, ocasionando a perda involuntária de urina. A incontinência urinária (IU) é mais prevalente em pessoas do sexo feminino, devido a partos, gestações e mudanças hormonais; impactando em fatores não patológicos, como: autoestima e autocuidado. Logo, faz-se necessário criar um cenário com comunicação efetiva a fim de melhorar a identificação dessa problemática e traçar estratégias resolutivas. OBJETIVOS: Relatar a repercussão da IU na autoestima e o autocuidado e a relevância da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) no cuidado. MÉTODO: Relato de experiência, elaborado a partir da consulta de enfermagem em um ambulatório de IU pertencente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), realizada por discentes e Enfermeiros integrantes de uma liga acadêmica de estomaterapia de uma universidade federal, cumprindo a SAE, em abril de 2024. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Na primeira consulta, após anamnese, obteve-se os diagnósticos de IU de esforço e constipação. Orientou mudanças comportamentais e a realização dos exercícios de Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico (TMAP) no qual as pacientes são ensinadas a contrair e relaxar a musculatura do assoalho pélvico (MAP) em uma quantidade controlada, ao longo do dia, favorecendo a continência através do fortalecimento da musculatura perineal. Posteriormente na consulta de retorno, percebeu-se o déficit na realização da terapêutica, motivada por: ansiedade e baixa disponibilidade de tempo. O momento foi acompanhado pela labilidade emocional da paciente, com desabafos ao comentar sobre sua rotina. Em razão disso, como conduta terapêutica adicional, o ambulatório psicológico local deu suporte adequado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que, a IU afeta o indivíduo em sua forma mais integral, indo além das particularidades físicas. A doença reflete diretamente na maneira como o paciente se enxerga e, consequentemente, no seu autocuidado. A atuação do enfermeiro baseada na SAE deve ter respaldo clínico para abordagem completa, agregando na consulta e no aprendizado dos ligantes e Enfermeiros, incentivando o raciocínio clínico e emocional com os pacientes, além de demonstrar, diversas formas de atuação e acolhimento que o enfermeiro pode realizar diante a problemas do assoalho pélvico e questões psicológicas, tornando possível o tratamento em conjunto com a possibilidade do aprendizado nas diferentes situações.