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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DESFECHOS MATERNOS E NEONATAIS NO INTERIOR DA AMAZÔNIA: ANÁLISE DE NASCIMENTOS 2018-2021
Relatoria:
Izabele Araújo Gomes
Autores:
  • Kaúle Lanay Souza Araújo
  • Ana Luiza Barbosa Lima
  • Susana Barboza da Silva
  • Vanizia Barboza da Silva Maciel
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O conhecimento sobre desfechos maternos e neonatais é essencial para identificar padrões de saúde e necessidades específicas de populações locais, contribuindo para a melhoria dos serviços de saúde. Objetivo: Caracterizar os desfechos maternos e neonatais dos nascimentos ocorridos no município de Cruzeiro do Sul, no Acre, entre 2018 e 2021. Método: Estudo transversal, com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Os critérios de inclusão foram: Nascidos em Cruzeiro do Sul no Acre no período de 2018 a 2021. Os critérios de exclusão foram, gemelares, pois os dados eram duplicados, peso ao nascer menor que 500g, idade gestacional ao nascer menor que 22 semanas e dados inconsistentes. Os desfechos avaliados foram: Número de consultas de pré-natal, via de parto, peso, idade gestacional ao nascer, índice de Apgar no primeiro e quinto minuto de vida. As análises estatísticas foram realizadas no Stata versão 17.0. Resultados: Fizeram parte do estudo 11.770 nascimentos. O ano com maior taxa de nascimentos foi 2021 com 26,42%. A maioria das mães tinham entre 20 e 35 anos (61,84%), era pardas (97,16%), do lar (56,27%) e 64,21% estavam em união estável. No que diz respeito às consultas de pré-natal, 57,75% realizaram sete ou mais consultas. Sobre a via de parto 49,9% foi cesárea. Em relação ao recém-nascido, a maioria era do sexo masculino (52,61%). A prevalência do baixo peso ao nascer e da prematuridade foram 7,24% e 13,0% respectivamente. Em relação ao índice de Apgar, apresentaram uma adaptação favorável no primeiro e quinto minuto, 95,54% e 98,99% respectivamente. Considerações finais: A maioria das mães tiveram um número adequado de consultas pré-natais e os recém-nascidos tiveram um índice de Apgar adequados no primeiro e quinto minuto, porém, as taxas de cesárea e prematuridade foram altas, já o baixo peso apresentou prevalência aceitável a nível nacional. Esses resultados são cruciais para a formulação de políticas públicas de saúde que visem melhorar os desfechos materno-infantis na região. A continuidade e a ampliação de ações focadas no acompanhamento pré-natal de qualidade, na promoção de partos vaginais e na redução da prematuridade e do baixo peso ao nascer são fundamentais. Tais medidas podem contribuir para uma melhor qualidade de vida das mães e dos recém-nascidos, assegurando um desenvolvimento saudável e qualidade de vida para esta população.