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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ORIENTANDO ESTRATÉGIAS CONTRA ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL NO CAPS IJ: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Gabriel Silva Lima
Autores:
  • Ana Keyla da Silva Palhares
  • Gislane Damasceno Chaves
  • Maria Clara Leite Lima Veras
  • Tatiane da Conceição Sousa
  • Vanilda Oliveira Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O abuso sexual infantil é um dos principais problemas de saúde pública a nível nacional e mundial. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, em 2022 foram registradas no Brasil 124 denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes a cada 24 horas. Tal dado reflete parcialmente a realidade enfrentada pela população infanto-juvenil brasileira, de maneira que, existem muitos casos subnotificados caracterizados pela falta de conhecimento e a desistência no ato de denunciar situações nesse contexto, contudo, apesar da existência de campanhas como o maio laranja, a cada ano sua frequência se intensifica. Objetivo: Relatar a experiência no CAPS IJ sobre as estratégias utilizadas na sensibilização dos responsáveis sobre abuso sexual e exploração infantil. Método: Trata-se de um relato de experiência, que se sucedeu no ano de 2024, organizado por acadêmicos de enfermagem em parceria com a equipe do CAPS IJ (Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil) tendo como público-alvo os responsáveis pelos usuários do serviço. As estratégias foram executadas através de cartazes contextualizando o tema, em seguida uma roda de conversação com os responsáveis através da dinâmica de mito ou verdade e a entrega de folders para promover sensibilização referente ao maio laranja. Resultados/Discussão: A intervenção promoveu um aumento significativo de informações acerca do tema abordado. Observou-se durante a dinâmica, a importância do reconhecimento referente a consolidação de um diálogo adequado entre filhos e responsáveis, muitas vezes negligenciado por não ser julgado relevante ou mesmo considerado um “tabu”, principalmente se tratando de crianças ou adolescentes neuroatípicos. Os responsáveis foram orientados sobre algumas estratégias como a dinâmica das regiões do corpo, sinalizando onde outras pessoas não podem tocar através das cores do semáforo e recursos audiovisuais que trabalhem o tema de forma mais lúdica, evitando situações que possam deixar responsáveis ou filhos constrangidos. Considerações Finais: A partir da experiência, nota-se que atividades acerca da sensibilização contra o abuso e exploração sexual são de extrema relevância, evidenciando que a orientação é uma ferramenta essencial no combate da problemática. Foi observado a importância do uso de diferentes abordagens entre responsáveis e filhos, estabelecendo diálogos sobre o assunto e identificação de sinais em situações de violência submetidas aos menores.