LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE EM SANTA INÊS - MARANHÃO, NO PERÍODO DE 2019 A 2023
Relatoria:
Alice dos Santos Almeida
Autores:
  • Vitória Maria Andrade Pinheiro Souza
  • Karina Silva Freitas
  • Edmilson de Araújo Vieira
  • Willian Correa de Souza
  • Jéssica Rayanne Vieira Araújo Sousa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença de longa data com uma história sombria e marcante na memória coletiva da humanidade. Desde tempos antigos, foi percebida como uma doença contagiosa, desfigurante e, anteriormente, considerada incurável. A hanseníase é categorizada como uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que pode afetar pessoas de todas as faixas etárias, com maior incidência em indivíduos economicamente ativos. OBJETIVO: Realizar uma descrição do perfil clínico-epidemiológico dos pacientes diagnosticados com hanseníase em Santa Inês, Maranhão. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo transversal, com uma abordagem qualitativa. Os dados dos pacientes com hanseníase, do período de 2019 a 2023, foram obtidos através da Ficha de Notificação Individual de Hanseníase, integrada à base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), fornecidos pela Secretaria de Saúde Municipal. RESULTADOS: Segundo os dados do SINAN, foram registrados 215 (100,0%) casos de hanseníase no município de Santa Inês entre 2019 e 2023. Quanto a distribuição dos casos por sexo, notou-se maior proporção em pessoas do sexo masculino (149 – 69,30%) em todos os anos estudados. Em relação as variáveis clínicas, a forma clínica predominante foi a Dimorfa (67,45%) em comparação com outros casos notificados durante esse período. Sobre a classificação operacional, os casos multibacilares foram predominantes. A classificação clínica mais prevalente em todos os anos foi a Multibacilar (dimorfa, virchowiana), com 200 casos notificados (93,02%). Em relação as variáveis segundo grau de incapacidade, apresentou resultados indicando baixo comprometimento neural entre os casos, com maior prevalência do grau zero, totalizando 74 (34,91%) casos entre 2019 e 2023. Apenas em 2022, o grau I superou o grau zero, com três casos a mais. O grau II se destacou no ano de 2020, com 4 casos (12,12%), em comparação com os outros anos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O diagnóstico da hanseníase permanece tardio devido à detecção prevalente das formas clínicas dimorfa e virchowiana, juntamente com a classificação multibacilar, além da presença de incapacidade física no momento do diagnóstico. Esses resultados destacam a persistência da hanseníase como um grave problema de saúde pública no município.