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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS INTENSIVISTAS ACERCA DE SUA PARTICIPAÇÃO NA SEDOANALGESIA: UMA ANÁLISE DE CONTEÚDO
Relatoria:
Filipi Lopes Araujo
Autores:
  • Priscilla de Souza Porto
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A sedoanalgesia, comum na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), é utilizada para reduzir a dor, o desconforto e viabilizar o cuidado. Nacionalmente, a sedação é atribuída ao médico por resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM). Contudo, o manejo do paciente sedado também é realizado por outros membros da equipe, especialmente o enfermeiro, indicando a importância da perspectiva desse profissional na sedoanalgesia. Objetivo: Conhecer a percepção de enfermeiros sobre sua participação na sedoanalgesia dos pacientes em UTI. Método: Pesquisa exploratória qualitativa por análise de conteúdo de Bardin, realizada com 29 enfermeiros de oito UTI de dois hospitais estaduais de urgências em Goiânia de outubro a dezembro de 2023. A coleta de dados se deu através de um roteiro de entrevista semiestruturado com perguntas sobre dados pessoais dos profissionais, indicações para sedação profunda e condutas realizadas com pacientes profundamente sedados sem indicação clínica. As respostas foram codificadas e categorizadas. Este trabalho faz parte de um projeto integrado intitulado “Avaliação dos níveis de sedação de pacientes intubados em UTI do trauma”, aprovado pela Plataforma Brasil, o que garantiu a anuência para sua realização. Resultados: Após a análise, emergiram duas grandes categorias: abertura ao diálogo acerca da sedação prescrita; subordinação à conduta médica. A primeira refere-se à receptividade para discussão dos casos e prontidão para compreensão da perspectiva de outros profissionais. Já a segunda expressa a dependência no médico quando se deparam com um paciente sedado profundamente, o que pode influenciá-los a não comunicarem respostas indesejadas apresentadas pelo paciente frente à sedação prescrita, prejudicando a individualização da sedoanalgesia. Contudo, este comportamento é razoável, tendo em vista a cultura organizacional das instituições e as resoluções do CFM, convencionadas por pareceres dos Conselhos Regionais de Enfermagem, expressando que a sedação em ambientes críticos são atos privativos do médico, apesar da existência de evidência científica dos benefícios da sedação guiada por enfermeiros através de protocolos. Considerações finais: O estudo demonstrou que nas unidades pesquisadas os enfermeiros não reconhecem possíveis intervenções que eles podem realizar em pacientes sedados profundamente, o que pode estar amparado não apenas pela cultura organizacional das instituições hospitalares, mas também pela legislação vigente.