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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
VIOLÊNCIA DA INDÚSTRIA DO TABACO: A NATURALIZAÇÃO DO USO DE DEF E OS IMPACTOS NA SAÚDE DOS ADOLESCENTES
Relatoria:
Maicon Tiago Santos Rego
Autores:
  • Isabele Barbosa de Andrade
  • Carmen Silvia Arraes de Alencar Valença
  • Emily Vitória Gonçalves da Silva
  • Matheus Vinícius Albuquerque de Almeida Menezes
  • Magaly Bushatsky
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A indústria do tabaco, em sua busca por novos mercados, desenvolveu os cigarros eletrônicos como uma alternativa aparentemente menos prejudicial ao tabagismo convencional. No entanto, essa estratégia tem impactos significativos na saúde dos adolescentes, considerando ser o uso de tabaco nesta categoria, um problema global, dado que o produto é altamente viciante e traz consequências para a saúde. OBJETIVOS: Analisar artigos acerca da violência do uso dos cigarros eletrônicos e os impactos negativos causados na saúde dos adolescentes, com ênfase para a dependência e em busca de medidas preventivas eficazes. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura com buscas na base de dados da biblioteca virtual em saúde. A pesquisa foi realizada a partir de artigos completos dos últimos 5 anos, abrangendo os idiomas português e inglês, foram encontrados 25 artigos de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. RESULTADOS: A grande parte dos artigos selecionados foram no idioma português (76%), e retirados da biblioteca virtual em saúde - BVS (80%). De acordo com as publicações selecionadas, os cigarros eletrônicos (CEs) são considerados porta de entrada para o tabagismo convencional. A maioria dos fumantes de tabaco (65,5%) começa a fumar entre 15 e 20 anos de idade, e esse padrão de iniciação ao tabagismo persiste na maioria dos países. Como reflexo disso, os dados de 2020, na Polônia, registraram que aproximadamente (51%) dos adolescentes tiveram o primeiro contato com o tabaco a partir dos 15 anos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Este estudo destacou a gravidade do uso precoce e contínuo dos DEFs, e suas consequências prejudiciais à saúde dos jovens e seus demais usuários. O uso dos dispositivos em pauta acarretam riscos semelhantes, senão os mesmos, associados ao fumo regular, como doenças respiratórias, cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Além disso, o uso compartilhado abre uma maior janela expositiva para contaminação com doenças como herpes, hepatite C e tuberculose.