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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INTERFACE DOS CASOS REGISTRADOS DE SÍFILIS GESTACIONAL E SÍFILIS CONGÊNITA ENTRE 2014 a 2023 NO BRASIL
Relatoria:
Luana Gonçalves de Souza
Autores:
  • Biatriz valêrio Félix
  • Éria Niquésia Vieira Chagas
  • Isaelba Barbosa Pereira
  • Rayane Kelly Ramos de Souza
  • Elisabete Oliveira Colaço
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Sífilis gestacional é uma infecção sistêmica causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida por via sexual e vertical. Representa um sério problema de saúde pública, pois a transmissão vertical, da gestante infectada para o bebê, pode resultar em sífilis congênita e ocasionar significativas complicações materno-fetais. Objetivo: Analisar os dados epidemiológicos acerca da incidência da sífilis gestacional e congênita no Brasil dos últimos dez anos (2014 a 2023). Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e quantitativo sobre a incidência de sífilis gestacional e sífilis congênita no Brasil, abrangendo o período de 2014 a 2023. A coleta de dados ocorreu em junho de 2024, utilizando a plataforma DataSUS do Ministério da Saúde. Para a sífilis gestacional, as variáveis analisadas foram: ano da notificação, faixa etária e escolaridade da gestante, classificação clínica da sífilis, teste treponêmico e teste não treponêmico. Para análise da sífilis congênita, as variáveis incluíram: ano da notificação, faixa etária da criança, acompanhamento pré-natal da gestante, classificação da sífilis materna, tratamento da gestante/parceiro e classificação final. Resultados: Entre 2014 e 2023 houve incidência de 537.986 casos de sífilis gestacional no Brasil. Gestantes na faixa etária entre 20-39 e com ensino médio completo foram mais afetadas. Houve adesão na realização de testes não treponêmicos em 77,7% dos casos notificados, e de testes treponêmicos em 78%, atestando reativo para sífilis gestacional, obtendo a classificação clínica mais prevalente de sífilis gestacional latente, em 36% dos casos notificados. Em contrapartida, entre 2014 a 2023, houve incidência de 225.138 casos de sífilis congênita, sendo que 54% dos parceiros das gestantes infectadas optaram por não realizar o tratamento. De 537.986 casos de sífilis gestacional, 225.138 resultaram em sífilis congênita, correspondendo a 41,8%. Das gestantes infectadas que transmitiram sífilis para seus filhos, 81% realizaram pré-natal, 56% foram diagnosticadas durante o pré-natal e 31% no partejamento. Dos casos de sífilis congênita, 94% aconteceram em recém-nascidos, destes, 93% classificados como sífilis congênita recente, seguido de 3,7% de natimorto/ aborto. Conclusão: Houve adesão e diagnóstico eficazes, no entanto, o tratamento não tem sido realizado de maneira adequada, resultando em alta incidência de sífilis congênita que poderia ser prevenida com tratamento efetivo.