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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
BAIXA ADESÃO DE PACIENTES AO EXAME CITOPATOLÓGICO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Iolanda Rodrigues Leite
Autores:
  • Adriano Freitas de Santana
  • José Daniel da Silva Monteiro
  • Marinete Santana da Silva
  • Cláudia Maria Fernandes
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O câncer de colo de útero ocupa a terceira posição quanto a incidência dos tipos de câncer que afetam as mulheres no Brasil. É o segundo mais incidente na região nordeste. A relutância em realizar o exame citopatológico se configura como um desafio considerável para a estratégia de prevenção do câncer cervical. Com isso é imprescindível que a Atenção Primária à Saúde (APS) realize seu papel com o foco em detectar os casos de câncer de colo de útero. Objetivo: Descrever a vivência de acadêmicos do curso de Enfermagem durante o estágio supervisionado I em uma Unidade Básica de Saúde da cidade de Cajazeiras, Paraíba. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência com caráter narrativo, descritivo e reflexivo. A experiência foi vivenciada por nós discentes durante o período do estágio supervisionado I, nos meses de fevereiro a maio de 2024. Resultados e discussão: Quando iniciamos nosso estágio nessa unidade percebemos a baixa adesão de pacientes para a realização do exame. Quando questionamos ao responsável da unidade, nos foi informado sobre ser um problema antigo. De acordo com as escutas realizadas as justificativas eram em decorrência da demora na entrega dos resultados, medo dos resultados dos exames e algumas delas relataram ser desconfortável fazer o exame com um enfermeiro do sexo masculino. Na oportunidade reforçamos junto a equipe de saúde as informações sobre o dia semanal para a realização do exame e todas as quartas feiras pela manhã, preparávamos a sala à espera delas. O mês de março como é dedicado à campanha de prevenção e combate ao câncer de colo uterino e endometriose no Brasil, aproveitamos a oportunidade e durante todo o mês realizamos atividades de educação em saúde: panfletagem, exposição de cartazes, incentivo as mulheres para o exame, busca ativa pelos agentes de saúde. Mesmo com os esforços junto a equipe, não conseguimos melhorar a cobertura. A unidade em questão demonstrou ser ineficiente na meta de captação das pacientes para esse exame. Considerações finais: Fatores relacionados ao medo, questões administrativas municipais e o preconceito, são barreiras que devem ser dialogadas e abolidas nessa unidade, principalmente por entender dos prejuízos que a doença provoca. A equipe precisa promover estratégias que sejam favoráveis a extinção delas, o uso de recursos tecnológicos leves é fundamental para uma melhor humanização, assim como para tornar os cuidados eficientes.