
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
VIOLÊNCIAS OBSTÉTRICAS NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL E EM SITUAÇÃO DE ABORTAMENTO: REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Maria Paula da Silva Pereira Santos
Autores:
- Myllena Rayssa Gomes de Menezes
- Thayná Regina Aguiar dos Santos
- Manoella Mirella da Silva Vieira Araújo
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência obstétrica (VO) é a ruptura dos direitos e da autonomia, expressada por meio de negligência, agressões físicas, verbais e psicológicas. Nesse contexto, a assistência qualificada através de prática baseada em evidências, oferece para a mulher conforto e segurança, tornando-a protagonista desse momento. Assim, o profissional de enfermagem é fundamental no combate à VO: na identificação, no acolhimento e na educação em saúde dessas mulheres, que por ora, encontram-se em situação de vulnerabilidade. Objetivos. Identificar as Violências Obstétricas no ciclo gravídico-puerperal e em situação de abortamento. Método: Trata-se de uma revisão integrativa. Foram utilizadas as bases SCIELO e LILACS, com publicações dos últimos 5 anos, nos idiomas português e inglês. Foi realizada combinação do DECs/MeSH e operador booleano: “Enfermagem” AND “Violência obstétrica” AND “Saúde da mulher". Os critérios de inclusão: estudos primários, disponíveis na íntegra e que respondessem aos objetivos do estudo. Foram encontrados 37 estudos e após a aplicação dos critérios, 11 foram incluídos. Resultados e Discussão: Todos os estudos foram realizados no Brasil. A violência verbal foi identificada em oito deles, tais como insultos, julgamentos e humilhação. A violência física surgiu em cinco deles: uso de ocitocina rotineira, episiotomia, fórceps e amniotomia. Violência psicológica: violação da privacidade, quebra do vínculo mãe-bebê. Outras expressões de violência encontradas: falta de acolhimento e negligência da dor. Diante disso, é essencial a formação e capacitação da equipe de enfermagem para exercer cuidados fundamentados em evidências científicas, nas boas práticas da assistência e nos princípios de humanização, através do esclarecimento dos direitos, com uso de linguagem acessível e acolhedora, como também a exposição do risco-benefício de técnicas utilizadas, sem o uso de práticas violentas, a fim de combater a VO e promover a autonomia e conforto da parturiente. Considerações finais: Foi identificado violência expressa de maneira física, verbal, psicológica e através da negligência. Logo, evidencia-se a necessidade de capacitar as equipes de enfermagem para substituir práticas desnecessárias e seus abusos, com foco em competências de aspecto legal, ético, assistencial e fisiológico, com intuito de implementar uma assistência holística, humanizada e livre de qualquer discriminação, garantindo bem-estar físico e psicológico da parturiente.