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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CUIDADOS ESSENCIAIS DE ENFERMAGEM: HIGIENE E CICATRIZAÇÃO DE LESÕES CUTÂNEAS.
Relatoria:
Ana Luísa Gonzaga Ferreira
Autores:
  • Marta Miriam Lopes
  • Anália Sandrine de Lima Rosendo
  • Bárbara dos Santos Silva
  • José Pinheiro da Silva Neto
  • Maria Cláudia Monteiro de Moura
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O processo de cicatrização da ferida varia em tempo e complexidade, exigindo cuidados individualizados para a recuperação do tecido, sendo a higiene eficaz, uma etapa primordial. A execução apropriada vai desde a adoção de precauções padrão pelos profissionais, à técnica correta de limpeza das feridas. A higiene de lesões envolve um monitoramento preciso de sua evolução e necessidades, e a assistência de enfermagem é prestada até o seu fechamento, ou durante todo o processo de cuidados paliativos. Portanto, é indispensável que estes profissionais saibam realizar a técnica de higiene de forma adequada. Objetivo: Discorrer acerca da necessidade da realização de higiene adequada do paciente e da lesão, um processo vital para a saúde e cicatrização de feridas. Método: Estudo de revisão bibliográfica, conduzido por etapas: elaborar pergunta norteadora; objetivo da pesquisa; definir descritores por meio do DeCS/MeSH; estabelecer os critérios de exclusão e inclusão- artigos disponíveis na íntegra, nos últimos 5 anos (2019-2024), idiomas português, inglês e espanhol, abordando os temas: ferimentos e lesões, higienização, e o processo de cicatrização. A amostra foi composta de 8 artigos, utilizando as bases de dados: (BVS), (CAPES), e (PUBMED). Resultados: A higienização de feridas é fundamental para alcançar resultados positivos na cicatrização, e deve ser realizada a cada troca de curativo. Fatores relacionados à antissepsia, consistência da rotina de limpeza da lesão, seguimento de guias e protocolos de entidades de referência na área se mostraram eficazes no tratamento, principalmente em lesões de difícil cicatrização. Quando a higiene da ferida é realizada corretamente, reduz-se o tempo de cicatrização, casos de infecção e amputação diminuem, além de reduzir a necessidade do uso de antibióticos. Contudo, observa-se um déficit na adesão dos profissionais em seguir os Protocolos Operacionais Padrão (POP) de cada instituição, como o uso de EPIs, o que compromete a qualidade da assistência e a segurança do profissional durante a realização dos curativos. Conclusão: Destaca-se a escassez de estudos sobre o tema. O processo de higiene da ferida deve ser algo inegociável e não opcional. É imprescindível que o profissional realize a técnica de forma adequada e padronizada, sendo capacitado para possuir tal habilidade e seguir as regras de acordo com cada instituição, assim, reduzindo o tempo de cicatrização e a ocorrência de infecção.