
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
A HEMORRAGIA PÓS-PARTO A PARTIR DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES DE SAÚDE PÚBLICOS
Relatoria:
LARYSSA MARIA DE SOUSA FARIAS
Autores:
- Ana Flávia Silva Lima
- Mário César Ferreira Lima Júnior
- Viviane Camila Ramos dos Santos
- Dayane Lourenço Ferreira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
INTRODUÇÃO: Hemorragias Pós-parto (HPP) são as principais causas de morte materna na América do Sul (OMS, 2023). Afeta cerca de 2% das mulheres no pós-parto e é responsável por 25% das mortes maternas em todo o mundo. OBJETIVO: Descrever a epidemiologia da hemorragia pós-parto registrada no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. METODOLOGIA: Estudo transversal descritivo, usando dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) com a busca de pacientes classificados com o CID-10 para hemorragia pós-parto e divididos em internações e óbitos, no período de 2017 a 2022. RESULTADO/DISCUSSÃO: A região Sul apresenta a maior taxa de prevalência de internações (1,7/100.000 habitantes), apesar de sofrer redução ao longo do período, seguida pelo nordeste com estabilização entre 2021-2022 (1,4/100.000 hab). As mortes por hemorragia pós-parto são evidentes na região Sudeste (68 óbitos), seguida pelas regiões Sul e Nordeste. Ademais, a taxa de internação para mulheres em idade reprodutiva tem uma média maior na região Sul (6,65/100.000), em comparação com outras regiões. A taxa de letalidade entre as internações e os óbitos é de 1%, com a região Centro-Oeste recebendo destaque com 1,54% e a região Sul com 1,14%, enquanto o Nordeste teve a menor, com 0,75%. Esses dados levam ao questionamento “As regiões com menores taxas têm diagnósticos mais rápidos, melhor qualidade do serviço de saúde e intervenção na hemorragia pós-parto ou subdiagnóstico e subnotificação? Observou-se também que houve aumento na taxa de cesárea no período estudado, o que pode contribuir para o aumento da incidência de hemorragia pós-parto. Em 2017, 42,8% dos partos no Brasil foram cesáreos, aumentando para 48,6% em 2022. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo abordou a epidemiologia da hemorragia pós-parto registrada em sistemas de informação em saúde do Brasil no período descrito e a análise revela a necessidade da notificação e diagnóstico preciso por parte dos profissionais de saúde a fim de que os dados possam refletir a realidade e subsidiar ações e melhorias na assistência à saúde, assim como nortear políticas públicas.