
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
Resiliência de profissionais de Enfermagem que atuam em Unidades de Terapia Intensiva
Relatoria:
Melissa Godinho de Andrade
Autores:
- Allana Paula Souza do Carmo
- Silmar Maria da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: O ambiente de cuidados intensivos continuamente requer da equipe de enfermagem a tomada de decisões em situações desafiadoras, com demanda constante de trabalho, o que favorece ao desgaste do profissional para além do físico, como o seu bem-estar mental. A exaustão requer ajustes psicológicos para enfrentar a rotina intensa, destacando a necessidade de uma rede de sustentação emocional para estes profissionais. Objetivo: avaliar o nível de resiliência dos profissionais de enfermagem que atuam em unidades de terapia intensiva na cidade de Belo Horizonte. Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, de corte transversal, com abordagem quantitativa. A população alvo foi composta por profissionais de enfermagem que atuam em Unidades de Terapia Intensiva em Belo Horizonte, convidados a participar da pesquisa, indicados por meio de da técnica Snow Ball. A coleta de dados ocorreu entre 23 de outubro de 2023 a 29 de fevereiro de 2024, por meio de uma ficha de dados sociodemográficos e profissional e pela Escala de Resiliência (ER), disponibilizados digitalmente, por meio da plataforma Google formulários. Resultados: A amostra foi composta por 144 profissionais da enfermagem, majoritariamente do sexo feminino (81,9%), com ensino superior (52,1%), técnicos de enfermagem (68,1%), provenientes da UTI adulto (61,8%), com vínculo de trabalho efetivo/concurso (58,9%), vínculo único (69,7%), em instituições públicas (57%). Quanto à resiliência, foi possível verificar que, entre os profissionais que participaram do estudo, o escore médio da ER foi de 126,1 pontos (dp=35,4), variando de 25,0 a 173,0 pontos. Quando o escore de resiliência é transformado em níveis, a maior proporção de trabalhadores reportou nível moderadamente baixo/moderado (38,9%; 56), seguido pelo nível moderadamente alto/alto (31,3%; 45), sendo que 29,9% (43) apresentaram baixo nível de resiliência. Conclusão: Este estudo evidenciou que 70,2% dos participantes apresentaram níveis de resiliência mediano a alto, sugerindo que muitos já utilizam fatores de proteção de maneira eficaz, mesmo que inconscientemente, para lidar com as adversidades diárias. No entanto, a preocupação é destacada pelo fato de que 29,9% dos profissionais exibiram baixo nível de resiliência, indicando vulnerabilidade significativa a estresse, burnout.