
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM SOBRE OS DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS PARA FUMAR
Relatoria:
GUSTAVO ELIFAS EMANUEL CERNE ROSOLEN
Autores:
- Ligia Lopes Devoglio
- Camilly Victória Rodrigues da Silva
- Giovanni Bruno Zago
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Atualmente, a indústria do tabaco tem desenvolvido novos produtos voltados principalmente ao público jovem, como os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) e os comercializando como se fossem seguros e inofensivos à saúde. No Brasil, a comercialização desses produtos foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) por conter substâncias potencialmente nocivas à saúde. O objetivo deste estudo foi avaliar o nível de conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre os DEF. Estudo descritivo, transversal, o qual está sendo desenvolvido na Fundação Hermínio Ometto no município de Araras/SP, desde fevereiro de 2024. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da mesma instituição, sob parecer n° 6.564.480, utilizou-se questionário eletrônico específico através da plataforma Google Forms. Até o momento, foram entrevistados 203 estudantes, cursando entre o 1º e o 10° período de enfermagem, a prevalência do consumo de DEF foi de 38,4% (78), 45,3% (92) são jovens entre 20 a 23 anos, em relação ao conhecimento sobre os DEF, 49,3% (100) acreditam que os DEF sejam mais nocivos que o cigarro convencional, 78,3% (159) acreditam que há substâncias cancerígenas na sua composição, 70,9% (144) acreditam que tenha nicotina nos DEF e 61,1% (124) acreditam que eles causam tanta dependência quanto o uso de cigarros convencional, 51,2% (104) sabem que a venda é proibida no Brasil, 62,6% (127) acreditam que não é permitido o consumo em ambientes fechados, 54,7% (111) afirmam se sentir aptos a orientar pacientes sobre o uso de DEF, 96,1% (195) afirmam que não recomendariam o uso de DEF como alternativa terapêutica, 51,2% (104) afirmam que não tiveram aula sobre tabagismo e seus malefícios durante a graduação e 98% (199) consideram crucial que os profissionais tenham conhecimento sobre tabagismo. Corroborando estes resultados, estudo realizado com estudantes de medicina revelou que a maioria não se sente preparada para orientar pacientes sobre o consumo de DEF (63%), apesar de muitos apresentarem conhecimento sobre esses dispositivos (60%). Os resultados deste estudo evidenciam a necessidade da implementação do tema no currículo acadêmico, com intuito de promover a capacitação dos futuros enfermeiros, de modo que se sintam capacitados e seguros a orientar os pacientes sobre os riscos e consequências do consumo de dispositivos eletrônicos para fumar.