
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FATORES QUE DIFICULTAM O ACESSO AO ATENDIMENTO À SAÚDE DA MULHER TRANS: REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Lara Escarlete Miranda de Souza
Autores:
- Eduarda Vitória Lima de Oliveira
- Yasmine Correia Fontenele
- Clarisse Maria de Brito Oliveira
- Ana Paula Fontenele Sampaio
- Jaina Carolina Meneses Calçada
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: De acordo com o Ministério da Saúde, uma mulher trans é uma pessoa que foi designada como do sexo masculino ao nascer, mas que se identifica e vive como mulher. Sendo assim, este termo faz parte da terminologia utilizada para descrever pessoas transgênero, ou seja, aquelas cuja identidade de gênero é diferente do sexo atribuído no nascimento. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, norteada pela pergunta: Quais fatores dificultam o acesso ao atendimento à saúde da mulher trans? A busca foi efetuada nas bases de dados SciELO e Medline via PubMed utilizando os descritores “Pessoas Transgênero”; “Pessoal de Saúde”; “Assistência Integral à Saúde”, e suas respectivas traduções na língua inglesa: “Transgender Persons”; “Health Personnel”; “Comprehensive Health Care”. Foram incluídos na análise artigos nos idiomas português e inglês, disponibilizados na íntegra e publicados nos últimos dez anos (de 2012 a 2022). Foram excluídos artigos que não respondessem à pergunta norteadora, os não disponíveis na íntegra, bem como revisões de literatura, cartas ao editor, relatos de experiência e artigos duplicados. RESULTADOS: A amostra final foi composta por 8 artigos dos quais surgiram as 3 categorias temáticas a partir do objeto de estudo. Na categoria 1, demostrou-se que a ausência de profissionais capacitados no atendimento desse público, gera uma falha no respeito a sua identidade e ao nome social, não estando atento às questões apresentadas por aquela pessoa. Na categoria 2, fundamenta-se nas demandas específicas desse público, uma vez que, as pessoas trans muitas vezes são afastadas dos meios tradicionais de suporte, como a família, escola, serviços de saúde, meio religioso, comunidade local, por conta dos preconceitos, maus-tratos e violências vivenciados nessas esferas. Por fim, a categoria 3, traz à tona políticas públicas de saúde às pessoas trans, onde com o conhecimento da diversidade de gênero e com a aplicação das normas e políticas existentes, as instituições públicas e privadas prestadoras de assistência podem diminuir o efeito negativo do despreparo dos serviços e profissionais de saúde para lidar com as pessoas trans. CONCLUSÃO: Nota-se, portanto, a importância de se discutir tal temática, uma vez que, é imprescindível que práticas em saúde sejam pensadas de modo conjunto, as instituições de saúde e a sociedade, para assim, promover conhecimento acerca das diferentes formas de expressão da sexualidade e identidades trans.