
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
Relatoria:
Ílary Samara Nunes de Medeiros
Autores:
- Hanelly Olivia de Sousa Soares
- Maria Paula Rodrigues Borborema
- Anderson Flor Guilherme
- Aurilene Josefa Cartaxo de Arruda
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares são a maior causa de morbimortalidade no mundo. Dentre elas, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), que é caracterizado pela necrose do miocárdio, devido à isquemia causada pela deficiência no fornecimento de sangue ao mesmo. O IAM pode ocorrer com alterações eletrocardiográficas ou não, visualizadas através do eletrocardiograma. OBJETIVO: Listar as principais alterações eletrocardiográficas relacionadas ao Infarto Agudo do Miocárdio, evidenciadas na literatura. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura, para a qual, utilizou-se dos critérios: ser estudo publicado entre os anos 2019 e 2024, texto completo disponível, gratuito, e em inglês ou português. Com buscas nas bases de dados: Web of Science, SCOPUS, SciELO e PubMed e excluídos os estudos que tangenciam aos critérios estabelecidos para a amostra. Para facilitar as buscas e atingir a o propósito da pesquisa, foi realizado o cruzamento parametrizado dos descritores “infarto agudo do miocárdio AND eletrocardiografia AND enfermeiro”. Foram encontrados 66 artigos, destes, após a análise e obediência aos critérios, restaram 21 artigos, selecionados para esse estudo. RESULTADOS: A análise, possibilitou a identificação das alterações encontradas no eletrocardiograma em pacientes com IAM quais sejam: supradesnivelamento do segmento ST (STEMI), infradesnivelamento do segmento ST, padrão de Wellens (inversão da onda T), padrão de Winter, elevação do segmento ST (STE) na derivação aVR, anomalias da onda T, alterações da onda Q, alterações do ST nas derivações anteriores e laterais, onda Q profunda, IAM sem elevação no segmento ST. De acordo com os estudos avaliados, as alterações do segmento ST, são predominantes em relação às demais alterações do ECG no IAM, contudo, a literatura aponta a necessidade de reconhecer os padrões não clássicos do IAM. Estudos sobre o papel da enfermagem nesse contexto, foi consonante que capacitar os enfermeiros para o reconhecimento das alterações clássicas e não clássicas implica diretamente em uma melhor avaliação, triagem e conduta a fim de beneficiar o paciente. CONCLUSÃO: A partir da avaliação dos resultados obtidos, pode-se observar que há alterações no eletrocardiograma, que são clássicas e comuns a muitos quadros de IAM, embora haja outras alterações não comuns mas que todas elas, são de relevância para o reconhecimento da gravidade dos pacientes e consequentemente para garantir bons prognósticos.