
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
EDUCAÇÃO E RECONSTRUÇÃO: ABORDANDO O DESAFIO DA REABILITAÇÃO SEXUAL PÓS-AVE
Relatoria:
Gabriela Gomes da Silva
Autores:
- Ângela Roberta Lessa de Andrade
- Bianca de Melo Silva Gonçalves dos Santos
- Danúbia Islândia Oliveira Silva
- Viviane Fragoso de Souza
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo, apresentando índices particularmente alarmantes no Brasil. Apesar dos avanços notáveis no tratamento físico e cognitivo pós-AVE, as dificuldades relacionadas à sexualidade permanecem como uma questão clínica subestimada. A falta de preparo dos profissionais de saúde, combinada com a ausência de uma abordagem holística e centrada no paciente, resulta em lacunas no atendimento. A educação em saúde é crucial para abordar as dificuldades sexuais após um AVE, impactando a qualidade de vida dos pacientes. OBJETIVO: analisar na literatura as dificuldades sexuais enfrentadas por pacientes após um Acidente Vascular Encefálico (AVE). MÉTODO: Trata-se de uma revisão literatura. A pesquisa foi realizada em maio de 2024, através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando as bases de dados MEDLINE, LILACS e PUBMED, usando os descritores (DeCS) "Acidente Vascular Encefálico", "Saúde Sexual" e "Qualidade de Vida”, foram incluídos 10 artigos na pesquisa. RESULTADOS/DISCUSSÃO: O maior número de disfunções sexuais foi predominante no sexo masculino, esses que representaram em sua grande maioria uma vida sexual mais ativa em relação ao público feminino. Em relação ao impacto da doença (AVE) na atividade sexual, houve uma diminuição considerável após a doença, com relatos comuns de diminuição da libido, problemas relacionados ao orgasmo e dificuldades de alcançar a satisfação sexual. Em 60% das mulheres foi apresentado disfunção sexual, enquanto 77,7% dos homens relataram disfunção erétil. A sexualidade e qualidade de vida dos indivíduos sexualmente ativos tinham um índice melhor da qualidade de vida no domínio físico e maior independência funcional motora e cognitiva comparado aos não ativos sexualmente. A maioria das mulheres (96%) nunca discutiu a sexualidade em consulta médica e 33% gostaria de obter informações sobre o tema. A falta de preparo acadêmico e de qualificação profissional gera dificuldades e constrangimentos durante o atendimento ao paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A sexualidade após um AVE pode ser um desafio profundo para os sobreviventes e seus parceiros. Intervenções educacionais e suporte contínuo podem melhorar significativamente a qualidade de vida desses pacientes, fazendo parte da reconstrução da nova vida pós-AVE, contribuindo no bem-estar geral do indivíduo.