
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
INCIDÊNCIA DOS CASOS DE CÂNCER DO COLO DE ÚTERO NO MARANHÃO ENTRE OS ANOS DE 2019 A 2023
Relatoria:
Luiza Victória Borges dos Santos
Autores:
- ANA VITÓRIA DA SILVA OLIVEIRA
- ANA KAREN MARTINS COSTA
- MARIA EDUARDA WEIDLE
- HELLEN CRISTINA SOUSA COSTA
- NAIARA COELHO LOPES
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
O câncer do colo de útero, conhecido como câncer cervical é causado pela infecção persistente de alguns tipos do papilomavírus humano (HPV), chamados tipos oncogênicos. As infecções que persistem estão relacionadas a 12 tipos considerados cancerígenos, especialmente os HPV 16 e 18, com maior risco de progressão para lesões precursoras, que se não identificadas, confirmadas e tratadas podem evoluir para o câncer ao longo de vários anos. O objetivo principal foi analisar a incidência dos casos de câncer uterino no estado do Maranhão nos anos de 2019 a 2023. A pesquisa baseou-se na revisão de literatura de 10 artigos na base de dados do Google Acadêmico, Scielo e em bases de dados do Instituto Nacional do Câncer. Verificou-se que ao longo dos cinco anos analisados, a quantidade de casos no Maranhão variou, com quedas e aumentos intercalados. No ano 2019 a incidência de casos foi de (800), em 2020 foi o ano com o menor número de casos (730), em 2021 foi de (800), já no ano de 2022, ocorreu um maior número de incidência (890), e em 2023 a mesma quantidade dos anos de 2019 e 2021 (800). Não há uma tendência clara de aumento ou diminuição contínua, mas sim uma flutuação nos dados. A alta incidência de câncer de colo de útero no Brasil, especialmente no Maranhão, deve-se a múltiplos fatores. A falta de acesso a serviços de saúde, incluindo programas de rastreamento e vacinação contra o HPV, impede a detecção precoce e a prevenção efetiva. Desigualdades socioeconômicas e educacionais limitam a conscientização sobre a importância dos exames preventivos, tabus culturais e machismo desincentivam a busca por cuidados médicos. A infraestrutura de saúde é inadequada em muitas áreas, com ausência de recursos e serviços concentrados em centros urbanos. Ademais, políticas públicas inconsistentes e a insuficiência de investimentos comprometem a eficácia dos programas de saúde. Para enfrentar esse problema é crucial expandir a vacinação, fortalecer o rastreamento, aumentar a conscientização, melhorar a infraestrutura de saúde e implementar políticas públicas sustentáveis focadas na prevenção do câncer de colo de útero.