
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
SEXO SEGURO: UMA REALIDADE OU UTOPIA NA POPULAÇÃO LGBTQIAPN+
Relatoria:
RAFAEL ANTONIO SERVIERI RISSO
Autores:
- Cinthia de Almeida
- Gisele Acerra Biondo Pietrafesa
- Eliana Anunciato Franco de Carvalho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: Em escolas a educação sexual baseia-se em orientações anatômicas e em padrões hetenormativos, bem como, influências religiosas, levando à busca de informações em locais que não a ocorrem de forma correta. Objetivo: Avaliar o conhecimento do público LGBTQIAPN+ quanto aos métodos de prevenção de IST, realidade demográfica e socioeconômica e vivências na busca pelas Unidades Básicas de Saúde. Metodologia: Estudo de caráter qualitativo, aplicação de um questionário semiestruturado. Aprovação por Comitê de Ética através da Plataforma Brasil sob protocolo Nº 6.266.974. Resultados e discussão: Participaram 26 indivíduos, quanto as características sociais e demográficas: 14 com faixa etária entre 21 a 30 anos de idade; 12 com escolaridade do nível superior incompleto; 18 estado civil solteiro; 19 brancos; 09 referiram ter entre 1 a 2 salários-mínimos, com relação ao sexo 17 mencionaram ser masculino. O gênero é um termo com conotações mais psicológicas e culturais e a orientação sexual pode se definir como a capacidade de cada pessoa para uma profunda aptidão emocional, afetiva e sexual. Sobre as estratégias de conhecimento sobre os métodos de prevenção de IST, 21 através das Mídias e 26 afirmaram ter conhecimento sobre os métodos de prevenção. Ministério da Saúde discutia campanhas de massa e ações de impacto no âmbito da prevenção utilizando meios de comunicação. Os métodos de prevenção de IST utilizados pelos entrevistados, 15 mencionaram ser o preservativo masculino. Sexo seguro é associado ao uso exclusivo de preservativo em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para evitar a transmissão das IST. Ao serem questionados se já se relacionaram sexualmente de forma desprotegida, 20 entrevistados afirmaram, enquanto 06 negaram. A ausência de preservativo é quase sempre justificada com alegações sobre conhecer o parceiro, os hábitos e a rede de convivência. Quanto ao uso da UBS, 12 entrevistados afirmaram a frequência, 05 apontaram o não uso e 09 o uso regular; sendo que 12 entrevistados procuram para prevenção. Na procura pela UBS pelo público LGBTQIAPN+ podemos elencar os principais motivos a busca por saúde mental, mudança de nome, usuários de drogas, endocrinologia, cirurgião plástico, prevenção das doenças e atendimento a violências. Considerações finais: o importante papel da mídia e da escola na propagação de informação preventivas e a necessidade de maior protagonismo das Unidades Básicas de Saúde neste âmbito.