
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERCEPÇÃO DE ACADÊMICAS FRENTE AOS DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: ALEITAMENTO MATERNO NO PUERPÉRIO
Relatoria:
Anna Beatriz Picanço dos Santos
Autores:
- Déborah Costa de Souza
- Pamella Katyuscia Santos da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O Aleitamento Materno (AM) é uma estratégia natural de vínculo, proteção e nutrição para a criança, sendo a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para a redução da morbimortalidade infantil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o Aleitamento Materno deva permanecer exclusivo até os seis meses de vida da criança e deve ser mantido como complemento até, no mínimo, os dois anos. No entanto, o período puerperal é o mais negligenciado para a oferta de cuidados de saúde de qualidade. Dessa forma, destaca-se o papel do enfermeiro como um profissional capacitado para auxiliar e compreender as mudanças durante este período. Este profissional, ao realizar a consulta de enfermagem, deve ser qualificado para identificar e prevenir complicações, além de atuar incentivando e orientando a mulher em relação ao cuidado de si e do RN. Objetivo: Esclarecer os desafios enfrentados pela assistência de enfermagem, na prática de aleitamento materno no puerpério. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência com aspectos vivenciados pelas autoras, durante aulas práticas no laboratório de habilidades na disciplina de Saúde da mulher, em maio de 2024, em Manaus–AM. Resultados e Discussão: Considerando que as mães sofrem diversas influências relacionadas à decisão de amamentar, é perceptível os desafios enfrentados, tais como a falta de conhecimento e motivação, a dificuldade no aleitamento e a ausência de orientação profissional. Os desafios relacionados à falta de orientação e apoio adequados podem ser superados com assistência de qualidade e acompanhamento preciso desde o pré-natal até o puerpério, podendo se estender à rede familiar. É perceptível que o aconselhamento profissional contribui para a elevação da autoestima e da confiança na capacidade de amamentar, uma vez que a falta de orientação adequada associada à amamentação adequada pode diminuir significativamente a duração da amamentação. Conclusão: Segundo os aspectos observados, os profissionais de enfermagem devem estar aptos a assistir à gestante desde o pré-natal até o puerpério. Dessa forma, são necessárias ações voltadas a iniciativas acerca de orientação, acolhimento e apoio às gestantes e puérperas.