
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ATUALIZAÇÕES SOBRE AS IMPLICAÇÕES DA TROMBOFILIA NO PROCESSO GESTACIONAL UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
Relatoria:
Alice Stein
Autores:
- Emanoelle Vitória da Silva
- Daniela do Carmo Oliveira Mendes
- Jhuly Maria Ferreira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: O período gestacional fisiológico é marcado por mudanças maternas, entretanto, existem algumas condições que podem interferir no desenvolvimento saudável de uma gestação. A trombofilia é um exemplo de pré-condição materna que pode gerar impactos negativos na gestação. Pois, trata-se de uma patologia de cunho genético ou adquirido que predispõe a paciente a desenvolver quadros trombóticos a partir de disfunções nos fatores de coagulação sanguínea. Então, uma vez que a gestação está associada a um estado de hipercoagulabilidade sanguínea, mulheres grávidas portadoras de trombofilia possuem maiores riscos de desenvolver eventos trombóticos. Objetivo: Investigar, a partir da literatura científica, as atualizações sobre as implicações da trombofilia no processo gestacional. Método: Trata-se de um estudo de revisão integrativa de literatura, nas bases de dados indexadas na Biblioteca Virtual em Saúde, realizado em maio de 2024. Utilizou-se os descritores em saúde: trombofilia, gravidez e complicações na gravidez, com o operador booleano and. Foram incluídos documentos disponíveis na íntegra, em português, inglês ou espanhol, publicados nos últimos 5 anos, encontrando 69 artigos. Foram excluídos os artigos duplicados e aqueles que não respondiam ao objeto dessa investigação, totalizando 14 artigos que foram submetidos a análise descritiva. Resultados: Em síntese, as evidências científicas apontam que a trombofilia configura-se como um fator de risco para complicações durante a gestação, em especial as associadas a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAAF), a mutação no Fator V de Leiden (FVL) e a deficiência de proteína S. Dentre as possíveis complicações estão: parto prematuro, abortos recorrentes, descolamento de placenta, episódios de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, sofrimento fetal e ocorrências isquêmicas. O uso de aspirina em baixas doses associada à heparina permanece sendo a intervenção farmacológica de primeira linha para a prevenção de “perdas gestacionais recorrentes” (PGR) em pacientes com SAAF. Quanto às mutações no FVL, acredita-se que a fisiopatogenia nas perdas de repetição seja a formação de microtrombos e infartos placentários, causando disfunção na circulação materno-fetal. Considerações finais: É importante que o profissional de saúde se atualize sobre as implicações negativas que a trombofilia pode gerar na gestação e investigue durante as consultas para que, se necessário, intervenções sejam adotadas.