
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E EVOLUÇÃO DA SÍFILIS CONGÊNITA NA PARAÍBA ENTRE 2016-2023
Relatoria:
Débora Paula Fontes Dantas
Autores:
- Jéssica de Lima Furtado
- Iana Sâmella Alcântara de Lima
- Eliane Rolim de Holanda
- Viviane Rolim de Holanda
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A sífilis congênita é uma infecção bacteriana, causada pelo Treponema pallidum e transmitida verticalmente de uma gestante infectada, não tratada ou inadequadamente tratada, para o feto. Pode causar complicações graves como óbito intrauterino e malformações congênitas. Enfermeiros possuem atuação crucial no controle deste agravo, executando desde ações preventivas até o acompanhamento pós-tratamento. OBJETIVO: Descrever as características clínicas e evolução da sífilis congênita na Paraíba entre os anos de 2016 a 2023. MÉTODOS: Estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com dados de domínio público e anônimos disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus). A população do estudo incluiu todos os casos de sífilis congênita notificados no estado da Paraíba, entre 2016 e 2023. Realizou-se análise descritiva dos dados. RESULTADOS: Foram notificados 2.567 casos de sífilis congênita na Paraíba. Observou-se prevalência de 1,5% (n=38) de óbitos por sífilis congênita e 8,4% (n=216) evoluções para aborto/natimorto. O sexo masculino foi o mais prevalente entre os casos (48,4%, n=1.243). A maioria das crianças testadas obteve resultado qualitativo do VDRL reagente (81,5%, n=2091), enquanto 1,7% (n=43) apresentaram teste não treponêmico no líquor reagente. Quanto aos achados clínicos, identificou-se presença de alterações ósseas no raio-X (2,1% n=55), icterícia (7,2%, n=186), rinite muco-sanguinolenta (0,1%, n=3), anemia (0,9%, n=24), hepatomegalia (1,4%, n=37), esplenomegalia (1,3%, n=33), lesões bolhosas ou manchas de pele (2% n=52) e paralisia antálgica (0,01%, n=1). A Penicilina G Cristalina foi o esquema terapêutico mais empregado, administrado em 52,3% (n=1.343) dos casos. Porém, 11,1% (n=285) dos neonatos não receberam tratamento. Apesar da disponibilidade de medidas preventivas e terapêuticas, há desigualdade no acesso a consultas e à realização oportuna de exames. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A sífilis congênita é um problema relevante de saúde pública, impactando na mortalidade infantil e sublinhando a necessidade urgente de diagnóstico precoce e tratamento eficaz. Reconhecer o perfil clínico das crianças infectadas com sífilis possibilita a adoção de medidas de intervenção efetivas, visando reduzir a transmissão vertical e melhorar os desfechos da saúde neonatal.