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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
GENÉTICA E CÂNCER DE PRÓSTATA: PAPEL DA ENFERMAGEM NA GESTÃO E DETECÇÃO PRECOCE
Relatoria:
Ricardo Hugo da Silva Laurentino
Autores:
  • Geyse Laine Flor Santana
  • Ana Beatriz Silva Costa
  • Maria Rita Martins de Souza
  • Cândida Mirna de Souza Alves Alencar
  • Igor Luiz Vieira de Lima Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O câncer de próstata (CP) é o segundo câncer mais comum em homens no mundo e está associado a morbidade e mortalidade significativas. A compreensão acerca do CP evoluiu ao longo dos anos, mostrando a conexão entre muitos fatores de risco não limitados à idade, etnia, histórico familiar e dieta, envolvendo também fatores ambientais e genéticos, por se tratar de uma uma neoplasia hormônio-dependente. O papel do enfermeiro na gestão e no cuidado do paciente após o diagnóstico é multifacetado, abrangendo tanto áreas clínicas, como emocionais e administrativas. OBJETIVO: Analisar fatores genéticos associados ao câncer de próstata, evidenciando o papel da enfermagem na detecção precoce e gestão do risco dos pacientes. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, tendo como base de dados as produções científicas do PubMed e LILACS. Para a seleção dos artigos, foram utilizados os descritores “BRCA1”, “BRCA2”, “Câncer de próstata”, “Enfermagem” e “Genética”. RESULTADOS: Ao analisar os fatores genéticos associados, foram identificados, 2487 genes possivelmente influenciadores no CP. Isso demonstra a dificuldade em direcionar os estudos para certos genes que possam apresentar mais efeitos nesta doença. Estudos genômicos amplos identificaram diversas variantes genéticas associadas, incluindo algumas como os genes BRCA1, BRCA2 e HOXB13. Aqueles pacientes que detêm variantes patogênicas no gene BCRA2 têm um risco ampliado desse câncer de próstata, estimado em 2,5 a 8,6 vezes aos 65 anos de idade, enquanto que referente ao BCRA1, o risco é de 1,8 a 3,75 vezes. A complexidade existe, mas o enfermeiro desempenha um papel primordial na detecção precoce, compreendendo fatores genéticos e identificando indivíduos com maior risco de desenvolver a patologia. Além disso, pode contribuir no cuidado ao paciente, aplicando princípios como a terapia de reminiscência para o alívio da ansiedade e da depressão, melhorando a qualidade de vida a partir do uso desta psicoterapia. Nesse cenário, destaca-se também o fornecimento, por parte da equipe de enfermagem, de informações, apoio emocional e gestão de risco. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, a enfermagem é fundamental para o rastreamento precoce e gestão do CP, desempenhando um papel vital em todas as partes do tratamento, onde o relatório do diagnóstico, informações do paciente ao médico e etiquetas de rastreamento do tratamento do paciente produzem grandes resultados no processo.