LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS DE CRIANÇAS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE EM MUNICIPIO MARANHENSE
Relatoria:
LEONARDO SILVA MELO
Autores:
  • Francisca Georgina Macedo de sousa
  • Estella Rocha Furtado
  • Adáyssa Lima Fraga
  • Amanda Maria Mendes Braga
  • Julyanne de Andrade Matos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A antropometria é ferramenta para avaliação do crescimento físico sendo essencial para monitorar a saúde da criança, assim, questiona-se: Qual a classificação dos indicadores de crescimento de crianças de zero a 59 meses de idade atendidas na Consulta de Enfermagem? Objetivos: avaliar e classificar o crescimento de crianças de zero a 59 meses atendidas nas consultas de puericultura em uma Unidade Básica de Saúde do Maranhão. Metodologia: Pesquisa documental, descritiva, transversal e quantitativa com amostra documental de 291 prontuários de crianças na faixa etária de zero a 59 meses de idade atendidas na Consulta de Enfermagem no período de 2019 a 2023. A coleta de dados ocorreu de janeiro a abril de 2024 conduzida por informações extraídas dos prontuários, apoiado em roteiro estruturado. Para avaliação e classificação dos indicadores de crescimento, utilizou-se as curvas perímetro cefálico/idade; comprimento/idade; peso/idade; estatura/idade e IMC/idade relacionando com os percentis recomendados pela Organização Mundial de Saúde disponíveis na Caderneta da Criança. Os dados foram inseridos em planilha Excel e analisados pela estatística descritiva. Resultados: Das 291 crianças estudadas, 67,3% tinham entre 0 e 24 meses, predominando o sexo masculino (56,7%). quanto a idade gestacional, 6,5% eram pré-termo e 93,5% a termo. Entre 0-24 meses, 99,5% tinham perímetro cefálico adequado, 98,9% comprimento adequado e 1,1% baixo comprimento. Para crianças acima de 2 anos, 97,9% tinham estatura adequada. No total, 88,3% tinham peso adequado, 7,2% elevado, 3,8% baixo e 0,7% muito baixo peso. Em relação ao IMC, 2,1% apresentaram sobrepeso, 2,7% obesidade e 0,7% magreza. No geral, 81,8% tinham crescimento satisfatório e 18,2% problemas de crescimento, destacando-se peso e IMC. configurando-se como preocupação em saúde pública dada a relação destas condições com o aumento de risco de hipertensão arterial sistêmica, diabetes e outros agravos. Na mesma medida, o baixo peso e a magreza podem se associar a doenças carenciais como a deficiência de ferro. Conclusão: Ressalta-se a importância do enfermeiro, no contexto da Atenção Primária em Saúde, identificar precocemente alterações de saúde, direcionando as intervenções para implementação de estratégias de prevenção de doenças, manutenção e promoção da saúde, conforme as reais necessidades das crianças.