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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ESTRATÉGIAS DE CONSCIENTIZAÇÃO EM SAÚDE SOBRE HANSENÍASE EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA NA AMAZÔNIA PARAENSE
Relatoria:
Julia de Almeida Araújo
Autores:
  • Gabriella Regina Gomes Gil
  • Maria Eduarda de Souza Lima
  • Daniele Lima dos Anjos
  • Eunice Lara dos Santos Cunha
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A região amazônica, marcada pela presença de povos tradicionais, como as comunidades quilombolas, compreende um perfil epidemiológico único quando comparada a outras regiões do Brasil, por possuir um clima equatorial úmido, apresenta incidência de doenças tropicais negligenciadas (DTNs), uma delas a hanseníase, doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que, juntamente com condições de estilo de vida, ainda se configura como um problema de saúde persistente nas comunidades amazônicas. A educação popular em saúde, aliada à educação interprofissional, emerge como uma ferramenta crucial para promover o bem-estar coletivo e capacitar as comunidades na detecção precoce e no manejo da hanseníase. OBJETIVO: Conscientizar uma comunidade quilombola do sudeste da Amazônia Paraense, através da educação popular em saúde, acerca da Hanseníase e a importância da detecção precoce. METODOLOGIA: Trata-se de um trabalho descritivo, do tipo relato de experiência, que aborda a vivência de acadêmicas do curso de graduação em Enfermagem da Universidade do Estado do Pará em uma ação de educação popular em saúde, voltada a conscientização sobre Hanseníase, realizada no mês de maio do ano de 2024, na comunidade quilombola Vila das Criolas, localizada na zona rural do município de Breu Branco – PA. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Observou-se de perto os diversos desafios enfrentados pela comunidade quilombola, onde se destacou a necessidade de educação em saúde para essa população. Foi realizado a ação focada na discussão sobre a hanseníase, o que é a doença, seus sintomas, transmissão e prevenção. Houve a nítida percepção da limitação de conhecimento sobre a doença o que contribui para a persistência de estigmas associados á hanseníase. A interação positiva da comunidade ressaltou a necessidade de mais campanhas educativas e iniciativas de promover o autocuidado. Essas ações não só trazem benefícios a população como também enriquecem a formação acadêmica dos estudantes, integrando teoria e prática de forma eficaz. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nota-se que ações de educação popular como essas são essenciais na interação entre profissionais de saúde e povos negligenciados, como quilombolas. A imersão revelou lacunas no conhecimento sobre a hanseníase, destacando a necessidade de abordagens educativas abrangentes. Através da ação promoveu-se uma compreensão mais ampla dos desafios de saúde e incentivou mudanças de comportamento, além de reduzir o estigma associado à doença.